O São Paulo escapou do pior contra o Coritiba

Empate em Curitiba ficou de bom tamanho

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2012 | 21h06

SÃO PAULO - O esquema ofensivo do São Paulo não funcionou ontem no Couto Pereira, e o time por pouco não voltou para casa com uma derrota. Saiu perdendo, teve Rhodolfo expulso e chegou ao empate num lance de sorte.

Precisando da vitória para não perder terreno em relação ao Vasco na briga pela quarta posição, Ney Franco armou o time com um volante, dois meias e três atacantes velozes (Lucas, Ademilson e Osvaldo). Mas para a fórmula dar certo era preciso ter a bola, o que não acontecia.

O Coritiba marcava no campo de ataque e ficava trocando passes em busca de uma chance para finalizar. O Tricolor precisava recuperar a bola para ter a chance de tirar proveito da rapidez de seus homens de frente, mas não conseguia por dois times: faltava gente que soubesse desarmar e o time oferecia muito espaço entre seus setores.

A defesa só dava chutões para a frente, dificultando a vida dos três baixinhos do ataque. Na primeira bola que a bola caiu no pé de Lucas ele apresentou seu cartão de visitas e quase abriu o placar. Arrancou do meio do campo pela direita e chutou cruzado com muito perigo. Pouco depois ele só não marcou porque o goleiro Vanderlei evitou.

O segundo tempo começou com o Coritiba mais perigoso e sem que o São Paulo conseguisse organizar jogadas. E Ney Franco logo resolveu mudar: sacou Paulo Assunção e Ademilson para colocar Douglas e Casemiro. O plano era deixar a defesa mais protegida, dar liberdade para Douglas e Cortez atacarem e ficar mais tempo com a bola.

O problema é que aos 14 minutos o cenário mudou muito. Rafinha foi derrubado na área por Rhodolfo e o árbitro marcou pênalti, o que revoltou os são paulinos – que reclamavam de ele não ter dado nada num lance semelhante em que Osvaldo caiu na área do Coritiba no primeiro tempo. Na cobrança, Everton Ribeiro deslocou Rogério Ceni e abriu o marcador.

ÚLTIMA CARTADA

Em desvantagem, o São Paulo se lançou para o ataque e deixou ainda mais espaços para o time da casa manobrar. Rafinha quase sempre recebia a bola no mano a mano com um marcador, e Everton Ribeiro distribuía o jogo com inteligência. O Tricolor teve uma chance numa jogada individual de Osvaldo pela direita, mas pouco depois ficou em situação ainda mais complicada por causa da expulsão de Rhodolfo. Aos 32 minutos ele cometeu falta e, como já tinha o amarelo, foi para a rua.

Três minutos depois, Ney Franco deu sua última cartada: tirou Jadson, que estava mal no jogo, e colocou Cícero, opção para aproveitar um cruzamento pelo alto já que o time não tinha uma referência na área.

O empate veio logo, numa jogada de sorte e em que houve um erro da arbitragem. Sorte porque a bola dividida entre Lucas e um zagueiro caiu limpa na frente de Osvaldo. E o erro foi que o bandeirinha e o árbitro não notaram que o atacante estava impedido. O gol foi um alívio para o São Paulo, que achou melhor se contentar com um ponto que parecia perdido do que tentar virar o resultado.

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