Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

O São Paulo sempre fez da Copa Libertadores uma obsessão

Muricy desdenha da pressão imposta pelo presidente Aidar e sabe que a vaga não virá no primeiro jogo do grupo, contra o Corinthians

Gonçalo Jr., O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 20h17

O São Paulo vai começar o torneio sem o time ideal de Muricy Ramalho. O argentino Adrian Centurión, o principal reforço para o torneio sul-americano, não poderá atuar nas duas primeiras partidas por causa de uma suspensão de dois jogos imposta pelo Conmebol quando ainda atuava pelo Racing em 2013. A diretoria tricolor descobriu a punição na semana passada.

"Essa punição pegou a gente de surpresa, mas vamos escalar o que temos", lamentou o treinador após a goleada por 5 a 0 sobre o Bragantino pelo Campeonato Paulista, quando Centurión fez sua estreia.

O argentino é a esperança para deixar o time com mais "profundidade", termo usado por Muricy para traduzir maior poder ofensivo e mais chutes a gol. Volta e meia ele reclama da falta de agressividade. Nesse contexto, o treinador também queria um jogador de velocidade para atuar pelos lados do campo, o antigo ponta. Chegou Jonathan Cafu, da Ponte Preta, um dos nove reforços são-paulinos. Os outros foram Carlinhos, Breno, Bruno, Daniel, Thiago Mendes, Cafu, Centurión e Doria – e Wesley vai se incorporar ao elenco assim que terminar seu contrato com o Palmeiras, no fim do mês.

O meio-campo é o ponto forte do São Paulo. Jogadores habilidosos como Ganso, Michel Bastos, Maicon, Souza e Thiago Mendes oferecem inúmeras opções para o treinador. Os cuidados com a defesa e o meio têm explicações na contratação de reforços. O zagueiro Dória estreou bem na goleada sobre o Bragantino e não deve ficar fora da equipe.

SEM PRESSÃO

O treinador ressalta que o jogo desta quarta é apenas o primeiro da fase de grupos e que, portanto, não vai decidir a classificação. E os jogadores concordam. "Ainda teremos cinco jogos para definir a classificação. Precisamos controlar a ansiedade", afirmou Alan Kardec, que deverá ser o parceiro de Luis Fabiano na frente.

O grande trunfo do São Paulo foi a manutenção do base do ano passado, que foi vice-campeão brasileira. O time perdeu apenas Alvaro Pereira e Kaká, e fez boas contratações como Carlinhos e Bruno, que transformaram as laterais na principal arma ofensiva da equipe.

O São Paulo inicia sua participação no torneio que já venceu três vezes em clima de instabilidade. Embora a campanha no Campeonato Paulista seja boa - quatro vitórias e um empate -, o presidente Carlos Miguel Aidar pressiona abertamente a comissão técnica pela conquista de títulos. A cobrança pegou mal no elenco. "Você mesmo se pressionar é uma coisa que eu nunca tinha visto", disse Muricy. Em outras palavras, a Libertadores continua sendo uma obsessão dentro do clube.

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