Fabiano Arco
Fabiano Arco

'Odílio provocou o caos como o Marcelo', diz Fernando Silva

Candidato da Chapa 5 (Mar Branco) tem o apoio do ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira: 'A situação financeira preocupa', afirma

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Fernando Silva, da Mar Branco (Chapa 5), foi dirigente durante a gestão Luis Álvaro de Oliveira. Laor, agora, apoia a candidatura de Fernando, que critica a 'turma do Odílio'. "Provocou o mesmo caos que a turma do Marcelo Teixeira, que agora quer voltar ao poder", afirma. Abaixo a entrevista. 

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?


O Neymar é nosso ídolo e merece todo o nosso respeito e apreço, ao contrário daqueles que gerenciam sua carreira. O prejuízo se deu em duas instâncias. Quanto ao aspecto financeiro, a atual gestão afirma que foi atrás do dinheiro. Mas o torcedor precisa ser ressarcido, sobretudo aquele que foi até o Japão para assistir ao jogo em que seu ídolo já havia recebido um quantia milionária do adversário. 

Qual foi o maior erro da atual gestão?


A atual gestão é um exemplo do que não se deve fazer em um clube de futebol. Gastam mais do arrecadam, elevando a dívida do Santos a patamares absurdos, realizam contratações a valores muito acima do mercado sem tomar cuidados básicos. A turma do Odílio provocou o mesmo caos que a turma do Marcelo Teixeira, que agora quer voltar ao poder. Não se preocupou com o sócio-torcedor, perdeu a CND, gerou dívidas inexplicáveis. Uma administração na qual o projeto de poder está acima dos interesses do clube não poderia ter outro resultado.


O que fazer com Leandro Damião, que custou uma fortuna ao clube e vive uma fase ruim?


É preciso que diretoria e torcedores deem apoio total ao Leandro Damião. Ele é um ativo do clube e não pode ser responsabilizado pela barbeiragem administrativa, financeira e esportiva que foi sua contratação.

A situação financeira do clube preocupa?

Preocupa, mas existe solução. No final de 2009, quando acabamos com o imperialismo que reinava no Santos, a situação não era muito diferente. A administração Marcelo Teixeira nos deixou uma terra arrasada, com muitas dívidas e geração de receita pífia. Sentamos com os credores, renegociamos os acordos e ampliamos as receitas. Em dois anos, o clube passou a ser superavitário, triplicamos a receita com patrocínio e montamos um time que ganhou uma Libertadores, uma Copa do Brasil e três paulistas. É possível reverter esse quadro. Já fizemos uma vez e faremos novamente. O que é preciso é impedir a volta desta gente ao clube, e nossa candidatura é a única que pode fazer isso.

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?


É possível. Mas tomaremos algumas medidas assim que assumirmos o clube para mudar esse cenário. A primeira delas é a retomada do Sócio-Rei. Ampliaremos os benefícios do programa em quantidade e qualidade. O principal deles será garantir gratuidade de ingresso para os frequentadores mais assíduos dos jogos do Santos. Em nossa gestão, o Santista de Carteirinha não pagará para ver jogo. Modernizaremos a Vila Belmiro, a fim de garantir conforto e segurança para o torcedor. E, por fim, teremos um time que entra nas disputas como protagonista e não mero coadjuvante.

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

O que é fato é que não podemos ficar atrás de nossos rivais. O clube precisa tomar uma decisão, e não postergar como a atual gestão fez. Estudaremos as hipóteses e soluções e tomaremos uma decisão em no máximo seis meses de mandato. 

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