Oeste tenta reverter decisão do TJD

Com a presença do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Naief Saad Neto, e mais nove auditores, o julgamento do Oeste promete agitar a tarde desta quinta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF). O clube de Itápolis tenta reverter a decisão da entidade, em segunda instância, que penalizou o time com a perda de 12 pontos por uso irregular de jogadores. A sessão do polêmico caso, que ganhou maiores proporções por uma denúncia de extorsão, começa às 17 horas na FPF.No primeiro julgamento, dia 9 de fevereiro, o Oeste foi condenado, em primeira instância, por dois votos a um, a perder 12 pontos por usar os jogadores Daniel (contra Santos e Santo André), Marcelo Santos e Adão(contra Santo André) de forma irregular. Eles atuaram sem os cartões de inscrição e também porque o departamento técnico da FPF não acusou o recebimento das respectivas transferências vindas das Federações do Paraná e de Santa Catarina.Sessão - Cinco é o número mínimo de auditores para a realização de uma sessão no TJD. O presidente só vota caso haja necessidade do desempate. O julgamento, porém, acontece após a denúncia do Oeste de extorsão por parte do relator do processo, Washington Rodrigues de Oliveira, que decidiu o caso em primeira instância. Ele receberia R$ 50 mil para mudar seu parecer, o que poderia implicar na alteração da primeira decisão desde que houvesse concordância por parte da presidência.A negociação teria sido intermediada pelo advogado Hely Biscaro, ex-presidente do Marília. O relator foi afastado pela presidência do Tribunal de Justiça e uma sindicância interna foi aberta para que a polícia investigue as denúncias do clube. Entre as provas, estão 15 fitas de ligações telefônicas com aproximadamente cinco horas de gravação.A direção do Oeste preferiu manter o advogado de defesa inicial, José Carlos Rodrigues, que desta vez será auxiliado por Alexandre Rodrigues. Ambos pertencem ao Sindbol - Sindicato dos Clubes. Os dirigentes garantem que a defesa dispõe de documentos que comprovam a regularidade das inscrições dos atletas.Para Naief Saad Neto a denúncia de extorsão não vai interferir na decisão dos auditores que, segundo ele, vão "julgar em cima dos parâmetros desportivos". Para assegurar exatamente esta isenção, Guarani, Mogi Mirim e União São João nomearam o advogado João Zanforlim para acompanhar o caso como terceiros interessados. Por isso mesmo, qualquer que seja o resultado do julgamento a decisão final acontecerá apenas no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Rio de Janeiro, última instância de recurso. Caso o Oeste perca, haverá novo recurso. Em caso de vitória do time do interior, os outros interessados é que vão recorrer ao STJD.

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