Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
Imagem Marília Ruiz
Colunista
Marília Ruiz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Oferta e demanda

Quando vão se preocupar com jogadas de efeito e mais com o trabalho de longo prazo?

Marília Ruiz, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 03h00

Mal temos três meses de bola rolando e a grande maioria dos clubes já está em intertemporada e/ou em fase de reformulação de elenco. Os eliminados nos Estaduais encabeçam as negociações, as dispensas e, em tempos de cofres muito, muito vazios, os troca-trocas. A “economia criativa”, como querem nos fazer crer os dirigentes, poderia até ser elogiada não fosse claramente desculpa para planejamentos mal feitos. Em três meses, jogadores já não servem, elencos são “descobertos” inchados demais e se faz necessária uma correção de rumo.

Admito que, diferentemente de outras áreas, só o melhor ‘business plan’ não garante gols de placa no futebol. Mas passa dos limites a quantidade de chutes errados que os cartolas dão.

O São Paulo, por exemplo, parecia que seria a exceção. O clube havia saído à frente dos rivais paulistanos e anunciado o ‘técnico-mito’, comissão estrangeira e cronograma de trabalho antes mesmo de a temporada 2016 ter acabado. Uau! Mas, contudo, todavia, apesar de tanto profissionalismo no discurso, o tricolor também tropeçou e negociou/contratou os seus reforços mais importantes (Lucas Pratto e Jucilei) com a Copa do Brasil e o Paulista em andamento. Que tipo de planejamento é esse? O mesmo que faz agora o São Paulo, eliminado nas duas competições, preparar lista de dispensa encabeçada por Neilton, contratado há apenas quatro meses?

Casos idênticos são muitos e de todas as cores. O Corinthians contratou e já dispensou um atacante que não entrou sequer em campo: o desconhecido Luidy foi emprestado ao Figueirense. Levando-se em consideração a dificuldade que o time do Carille tem para marcar gols, é quase inacreditável que esse jogador tenha sido observado (ou agradado, contratado, dispensado) sem ter jogado. Mas foi. 

No Palmeiras milionário já se ouve a chuva de amendoim que anuncia o “desequilíbrio” no elenco. Com tanto jogador “sobrando” em algumas posições, o time se ressente de laterais mais fortes (um para disputar posição com Jean, e outro para revezar com Zé Roberto, que, aos 42 anos, claramente não conseguirá jogar às quartas e domingos até o fim do ano). Isso sem falar em quanto o clube demorou para definir a sucessão de Cuca mesmo sabendo que ele não ficaria... Beira o amadorismo.

Mas vou ajudar aqui com uma inspiração amadora de verdade. Para garantir as “peladas” dos amigos, um empresário de Curitiba inventou o aplicativo “Goleiro de Aluguel”, que ajuda a achar alguém da posição para formar times, sempre carentes de voluntários para o gol. Funciona à la Uber: pediu, alguém disponível por perto aparece. 

O sucesso do empreendimento poderia inspirar nossos dirigentes a estudar cenários baseados nas deficiências dos seus elencos antes de a temporada começar.

MUDANÇA

Uma luz no fim do túnel

Não se pode negar o amadurecimento dos dirigentes no que diz respeito ao ímpeto de guilhotinar seus técnicos ao primeiro sinal de crise. Temos um 2017 bem mais sereno e a aposta na estabilidade é evidente. Em outros tempos (e talvez com outro nome), duas eliminações na mesma semana teria tirado a paz do Morumbi.

BBB

Pelo fim da era dos canastrões e dos erros corrigíveis

Depois de tantas discussões sobre a bela atitude de Rodrigo Caio, que se antecipou às imagens e corrigiu um erro da arbitragem, a FPF recorreu ao vídeo para indiciar dois jogadores que resolveram brigar em vez de jogar. Ótimo! Ontem foi dia de a Fifa confirmar que teremos o uso do vídeo na Copa-2018. Ótimo de novo!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.