Reprodução/Twitter
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Olympiacos pode ser rebaixado na Grécia por manipulação de resultados

Partida em questão, realizada em 2015, foi contra o Atomitos e terminou em 2 a 1, coroando o título nacional para o time da cidade de Pireu

Redação, Estadão Conteúdo

25 de abril de 2020 | 10h11

O Olympiacos, um dos times mais importantes da Grécia, e o Atromitos, estão correndo risco de serem rebaixados para a segunda divisão do futebol grego. Os dois clubes são investigados por um escândalo envolvendo manipulação de resultados.

A partida cujo resultado teria sido manipulado ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2015. Na ocasião, o Olympiacos venceu o Atromitos por 2 a 1 em jogo válido pelo Campeonato Grego. Naquele ano, o time da cidade de Pireu acabou se sagrando campeão nacional.

Ná época, a Federação Grega de Futebol chegou a investigar o duelo, mas acabou arquivando o caso. Desta vez, segundo a imprensa grega, a investigação mais recente concluiu que existem suspeitas razoáveis contra os dois clubes e também aponta que há outros três jogos com esquema de resultados fraudados envolvendo mais uma vez o Olympiacos e também o Panathinaikos.

Segundo a imprensa local, os clubes podem enfrentar penas duras e serem enquadrados no artigo 27 do Código de Conduta da Federação Grega de Futebol: "manipular o resultado de uma partida com a finalidade de realizar apostas". As punições em questão são o rebaixamento das duas equipes e uma multa que pode chegar a 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões) para cada clube.

Além disso, os indivíduos implicados no esquema de manipulação de resultados podem ser banidos do futebol para sempre. Entre as pessoas investigadas está o presidente e proprietário do Olympiacos, Evangelos Marinakis. O magnata grego também é dono do Nottingham Forest, que disputa atualmente a segunda divisão inglesa.

Os outros acusados envolvidos no escândalo de corrupção no futebol grego são Yorgos Spanos, dono do Atromitos, Yorgos Sarris e Aritidis Stathopulos, ex-presidente da Federação Grega de Futebol e vice-presidente da entidade, respectivamente. Além deles, as acusações recaem sobre o português Ricardo Sá Pinto, técnico do Atromitos na época da partida supostamente manipulada, e o antigo diretor técnico do clube, Yannis Angelopulos.

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