Onaireves não explica operações

O presidente da Federação Paranaense de Futebol, ex-deputado Onaireves Moura, deixou sem resposta boa parte das perguntas que lhe foram feitas nesta quarta-feira pelos deputados da CPI da CBF/Nike. Ele não soube explicar ao deputado Doutor Rosinha (PT-PR) porque as sete operações feitas pela federação no mercado flutuante de ouro, entre novembro de 1995 e de 2000, no valor de US$ 328,72 mil, não foram contabilizadas e nem relacionadas na declaração do imposto de renda. De acordo com o parlamentar, uma parcela desses recursos, de R$140,62 mil, foi depositada pela empresa Traffic dia 11 de abril de 1996 na conta da federação e no dia seguinte foi aplicada no mercado flutuante. Onaireves disse desconhecer essas transações. Ele ficou de enviar esclarecimentos à comissão.Embora ex-parlamentar, Onaireves Moura não teve direito a nenhum tratamento especial. Seu mandato foi cassado em 1993, por falta de decoro parlamentar, no escândalo conhecido como "PSDólar". Os deputados envolvidos foram acusados de receber dinheiro para trocarem de partido.No depoimento, ele deixou dúvidas sobre a existência de uma conta bancária aberta em nome da comissão de obras do estádio Pinheirão. De acordo com Doutor Rosinha, recursos destinados às obras teria saído da federação e não dessa conta, que por sua vez recebeu depósitos que nada tinham a ver com a finalidade para a qual foi aberta. O deputado disse suspeitar de que a duplicidade na movimentação financeira serviria para encobrir um "caixa 2, uma contabilidade paralela". "Seria uma movimentação que não prestaria contas ao conselho fiscal da federação", justificou.

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