Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Ônibus do Corinthians é atacado por são-paulinos

Torcedores do time do Morumbi atiraram objetos contra veículo que trouxe jogadores alvinegros para o jogo

Amanda Romanelli e Fábio Hecico, Agencia Estado

19 de abril de 2009 | 18h40

SÃO PAULO - A tensão tomou conta da delegação corintiana na chegada ao Morumbi neste domingo, por volta das 14h30. Muitas latas e pedras foram atiradas no ônibus do clube, que teve seu vidro frontal direito quebrado. "Foram mais de 20 objetos atirados, o vidro quebrou e o Messias quase foi atingido", afirmou Guilherme Prado, assessor de imprensa do clube, falando sobre o risco que o motorista sofreu.

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Os são-paulinos estavam num barranco próximo ao estádio e não pouparam os oponentes, bastante xingados. "Não podemos deixar fatores externos influenciarem no nosso jogo", pediu Mano Menezes. "Em todo lugar tem alguns delinquentes", minimizou.

Apesar da troca de farpas entre as diretorias dos dois clubes, o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, lamentou o episódio. "Só posso condenar o acontecido e me solidarizar com a direção do Corinthians. Lamentamos quando alguns bárbaros têm atitudes como essas."

Houve, ainda, a retribuição das provocações do duelo do Pacaembu, quando glitter, purpurina e tinta rosa foram colocados pelos corintianos no setor dos visitantes. Neste domingo, os tricolores colocaram penas e creme de milho nas arquibancadas rivais. Eles chamam os corintianos de "galinhas". Na parede da entrada ainda estava escrito: "Galinhas sem estádio" e "time sem história." Incidentes, praticamente nenhum - uma bomba estourou na divisa entre as torcidas, perto de um policial. Rapidamente a segurança foi reforçada no setor, para prevalecer a paz.

O São Paulo também chegou ao Morumbi reclamando. A bronca era com a cavalaria da Polícia Militar. "Nossos torcedores estavam apenas nos recepcionando, dando apoio, e eles jogando os cavalos em cima sem razão", reclamou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha. "Não teve nada disso, a cavalaria ficou nos portões de entrada protegendo as delegações", defendeu-se o comandante do 2º Batalhão de Choque, tenente-coronel Hervando Velozo.

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