Ônibus do São Paulo é apedrejado

O ônibus do São Paulo foi recebido com pedradas da torcida do River Plate na entrada do estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, onde as duas equipes se enfrentam na noite desta quarta-feira pelas semifinais da Copa Libertadores. Na semana passada, no Morumbi, a delegação argentina sofreu a mesma agressão dos torcedores são-paulinos.Ninguém ficou ferido e apenas um torcedor do River foi detido pela polícia argentina. Com vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 2 a 0, o São Paulo luta para ir à final da Libertadores.O primeiro ônibus da delegação são-paulina, que trazia os jogadores, teve três janelas quebradas. O segundo, com alguns dirigentes e sócios do clube, teve duas janelas quebradas. As agressões vieram de torcedores comuns e não de representantes de torcidas organizadas.Alguns torcedores, diante das pedradas, resolveram voltar ao Hilton Hotel. "Eu não volto. Fico até o fim para ver esse jogo", disse Juvenal Juvêncio, diretor de futebol do clube. Ele prometeu ficar no banco de reservas como forma de proteção aos jogadores.Muitos outros torcedores do São Paulo tiveram problemas. Eles não conseguiram alugar um ônibus que os levassem ao estádio. As empresas argentinas tinham medo de pedradas, o que se confirmou. Sem ônibus, optaram por ir de táxi, saindo em cima da hora. Chegariam com o jogo iniciado, para evitar problemas. Nem isso adiantou. Tiveram de caminhar por um bom tempo. O Hilton Hotel fica a 15 quilômetros do Monumental de Nuñez.Os dois ônibus da Torcida Independente chegaram a Buenos Aires às 20 horas, depois de 42 horas de viagem. A demora foi de 8 horas a mais do que o previsto, pois o motorista não tinha a documentação necessária e os ônibus ficaram presos, por 8 horas, na fronteira com a Argentina.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.