Quique García/EFE
Quique García/EFE

Operação contra falsificação de ingressos do Barcelona detém 10 pessoas

Guarda Civil da Espanha faz operação contra suposto esquema que fraudava entradas para jogos no Camp Nou

EFE

26 Outubro 2018 | 09h48

A Guarda Civil da Espanha deteve nesta sexta-feira dez pessoas e fez buscas nos escritórios de nove empresas em uma operação contra um suposto esquema que obteve lucros milionários com a falsificação de ingressos para jogos do Barcelona no Camp Nou, utilizando carnês cedidos por sócios em troca de dinheiro.

Segundo informaram à Agência Efe fontes ligadas ao caso, a operação, denominada "Duarte", foi ordenada pela Justiça por causa de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público depois que foram detectados 2.822 ingressos falsificados para o duelo do Barcelona contra o Real Madrid no estádio Camp Nou em 6 de maio.

A investigação, que permanece sob sigilo, revelou um esquema envolvendo nove empresas, algumas radicadas em Barcelona e também em L'Hospitalet de Llobregat (região metropolitana da capital catalã), que supostamente venderam ingressos falsificados para o clássico e arrecadaram cerca de 1,5 milhão de euros.

A Justiça investiga essa rede de empresas pelos crimes de falsificação e participação em uma organização criminosa, segundo informou em comunicado o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC).

Como parte dessa operação, que foi lançada a dois dias do clássico entre Barcelona e Real Madrid, os agentes fizeram buscas nas dependências das empresas suspeitas de envolvimento no esquema e detiveram dez de seus responsáveis.

Concretamente, os investigadores suspeitam que as empresas recrutavam sócios do Barcelona, que lhes cediam seus carnês, e utilizavam os códigos QR destes para produzir ingressos falsificados.

Essas entradas, que foram vendidas a preços elevados, foram detectadas quando os espectadores que as compraram tentaram entrar no estádio Camp Nou para o clássico em 6 de maio.

Com as diligências ordenadas hoje, a Justiça tenta averiguar que grau de relação mantinham entre si as empresas envolvidas no esquema para determinar se integravam uma organização criminosa dedicada a recrutar sócios do Barça para montar com seus carnês uma rede de venda ilícita de ingressos falsos.

Após detectar as entradas falsificadas no último clássico de 6 de maio, que causaram ao Barcelona um prejuízo de 1,5 milhão de euros, o clube catalão sancionou os sócios que proporcionaram seus carnês para o esquema, suspendendo alguns deles como associados e expulsando 33 que tinham confirmado participação no esquema.

No total, 525 dos sócios envolvidos no esquema apresentaram uma ação coletiva nos tribunais contra as sanções impostas pelo clube, mas a Justiça acabou decidindo pelo arquivamento da mesma.

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