Felipe Dana/AP
Felipe Dana/AP

Operários completam mais um dia de greve no Estádio do Maracanã

Funcionários estão em greve desde quarta, após acidente que feriu um dos trabalhadores

Leonardo Maia, Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 18h57

RIO - O fim da greve dos operários que trabalham na reforma do Maracanã para a Copa de 2014 vai ser decidido na manhã desta sexta-feira, em assembleia para analisar as propostas do consórcio responsável pela obra, denominado 'Maracanã Rio 2014'. Os 2.120 funcionários do local estão paralisados desde quarta, depois de um acidente que feriu um dos trabalhadores.

Os operários exigem plano de saúde, aumento do vale-alimentação de R$ 110,00 para R$ 300,00 e adiantamento quinzenal de 40% do salário. Segundo um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp), os representantes do consórcio já haviam aceitado providenciar o seguro médico, a vigorar a partir do dia 1.º de setembro, mas estavam reticentes quanto ao aumento da cesta básica e do adiantamento de salário.

As condições de segurança no canteiro de obras do Maracanã, que está sendo reformado para receber jogos da Copa das Confederações de 2013 e do Mundial de 2014, também preocupam. "A empresa e as autoridades pedem rapidez na obra, mas esquecem a segurança dos trabalhadores. Queremos mais atenção com a segurança", disse Romildo Vieira da Silva, diretor do Sitraicp.

O consórcio "Maracanã Rio 2014" emitiu nota oficial nesta quinta-feira, na qual afirma que "o acidente de trabalho ocorrido no dia anterior foi um fato isolado e o trabalhador (Carlos Felipe da Silva Pereira) envolvido foi prontamente socorrido, estando em plena recuperação após atendimento hospitalar providenciado pelo consórcio".

A Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), responsável pelo gerenciamento e fiscalização das obras, informa estar "acompanhando de perto as negociações". Segundo a nota, "a Emop espera que os trabalhos possam ser reiniciados já no primeiro turno de amanhã (sexta-feira). Dessa forma, os dois dias de paralisação não interferem no cronograma de obras que está sendo cumprido para a entrega do estádio para a Copa das Confederações".

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer em busca de um posicionamento da secretária Marcia Lins. Mas ela informou que não vai fazer nenhuma declaração sobre o assunto no momento.

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