Wilton Júnior/AE
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Operários das obras no Maracanã decidem manter paralisação

Trabalhadores consideram oferta insuficiente e greve continua após assembleia no Rio

Priscila Trindade, Agência Estado

19 de agosto de 2011 | 11h56

RIO - Os operários que trabalham nas obras de reforma do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 decidiram manter a paralisação durante assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Em nota, o consórcio responsável pelas obras informou que atendeu parte das reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal (Sitraicp). O Consórcio disse que vai pedir a instauração de dissídio coletivo pelo Tribunal Regional do Trabalho.

Entre as principais reivindicações atendidas pelo consórcio, mediante o compromisso de retorno ao trabalho ainda nesta sexta-feira, estão a implantação de plano de saúde individual para os trabalhadores a partir de 1.º de setembro e aumento de 9,2% na cesta básica, passando para R$ 120, o que é uma bonificação de incentivo à frequência dos trabalhadores ao serviço.

A greve foi deflagrada após um acidente com um dos operários na manhã da última quarta-feira. Eles reivindicam do consórcio aumento salarial e a disponibilização de um plano de saúde.

O consórcio disse que o acidente ocorrido nesta semana foi um evento isolado. Na ocasião, o ajudante de produção, Carlos Felipe da Silva Pereira, se feriu durante o trabalho. Ele teve fratura em um dos joelhos ao cortar um tambor metálico que seria usado como vasilhame para coleta seletiva na obra. As causas do acidente estão sendo apuradas.

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