Sylvio Coutinho/Divulgacao
Sylvio Coutinho/Divulgacao

Operários de obra do Mineirão para Copa do Mundo 2014 fazem greve

Funcionários pretendem entregar à presidente Dilma Roussef um relatório com reivindicações

Aline Reskalla e Solange Spigliatti , Agência Estado

15 de setembro de 2011 | 10h44

BELO HORIZONTE - Pela segunda vez desde o início das obras visando a Copa do Mundo de 2014, os operários que trabalham na reforma do Mineirão entraram em greve. Eles voltaram a paralisar as atividades nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, prometendo cobrar, nesta sexta, melhores salários e condições de trabalho pessoalmente da presidente Dilma Rousseff.

A presidente vem à capital mineira nesta sexta para a cerimônia de abertura da contagem regressiva de mil dias para o início do Mundial, que será realizado no Brasil. Uma reunião entre os trabalhadores está marcada para começar às 12 horas, na porta do estádio. Segundo a Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o que existe é uma tentativa de paralisação, mas há funcionários trabalhando.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte, Osmir Venuto, confirmou nesta quinta, porém, que os trabalhadores realmente entraram em greve e estão reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

Os operários chegaram no começo da manhã desta quinta ao Mineirão e não iniciaram os trabalhos previstos, permanecendo em frente ao estádio pacificamente, de acordo com Venuto. Participam da obra cerca de 1.100 trabalhadores, segundo o sindicato.

Além de aumento nos salários, os operários reivindicam aumento no vale-refeição, plano de saúde também para os familiares e melhorias nos banheiros e chuveiros da obra. Segundo Venuto, eles pretendem entregar nesta sexta à presidente Dilma Roussef um relatório com suas denúncias e reivindicações.

MARACANÃ

O julgamento da greve dos trabalhadores que atuam na reforma do Estádio do Maracanã para a próxima Copa do Mundo foi marcado para sexta-feira. A sessão será realizada no prédio-sede do Tribunal Regional do Trabalho no Rio de Janeiro (TRT-RJ) e presidida pela desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, no exercício da presidência da Seção Especializada em Dissídios Coletivos.

Segundo o TRT, um acordo firmado entre o Consórcio Maracanã Rio 2014 e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada intermunicipal (Sitraicp) já havia sido homologado pelo Tribunal no dia 22 de agosto, que, segundo o consórcio, não foi cumprido pelos empregados.

O sindicato dos trabalhadores, por sua vez, alega que surgiram novas questões, ligadas à qualidade da alimentação servida aos empregados e à inexistência de assistência médica no período noturno, que não foram contempladas no acordo já realizado.

Em nova audiência de conciliação, no dia 5 de setembro, o desembargador Carlos Alberto Araujo Drummond determinou o julgamento do dissídio coletivo, que decidirá sobre a legalidade da segunda greve dos trabalhadores, que acontece desde 1º de setembro.

ITAQUERÃO

Faltando 1.001 dias para a Copa do Mundo de 2014, a expectativa aumenta para saber como ficará o futuro estádio do Corinthians, o mais cotado para receber a partida de abertura da competição. A Odebrecht, empreiteira responsável pelas obras em Itaquera, zona leste de São Paulo, divulgou um vídeo em animação 3D para mostrar como deve ser a fachada do Itaquerão.

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