Operários do Castelão param obras e reivindicam equiparação salarial

Sindicato afirma que funcionários terceirizados ganham menos e têm vencimentos atrasados

Estadão.com.br,

13 de fevereiro de 2012 | 19h33

FORTALEZA - Os operários das obras de reforma da Arena Castelão, em Fortaleza, cruzaram os braços nesta segunda-feira. Os funcionários  acusam o consórcio Arena Multiuso Castelão, que comanda as obras, de descumprir acordos trabalhista.

Segundo Raimundo Nonato Gomes, presidente do sindicato da categoria (Sintepav), o motivo principal é a diferença salarial entre os operários contratados e os terceirizados para a reforma e ampliação de um dos estádios para a Copa-2014.

Além disso, segundo o representante dos funcionários da obra, os terceirizados estão com salários atrasados e não têm recebido o pagamento de cestas básicas. "Quem exerce a mesma função precisa ter o salário igual também", afirmou Nonato Gomes.

O Sintepav afirma que além do consórcio, mais 12 empresas terceirizadas trabalham no canteiro de obras, onde cerca de 1.200 pessoas trabalham. Uma das exigências do sindicato é a retirada das outras empresas, para que todos os operários terceirizados sejam contratados pelo consórcio.

Após fracasso na primeira rodada de negociações, na tarde desta segunda-feira, foi marcada uma nova reunião entre representantes dos operários e do consórcio, para esta terça-feira pela manhã. Por meio de nota oficial,  o consórcio Arena Multiuso Castelão afirmou que o encontro desta segunda-feira já havia sido agendado para a discussão do dissídio salarial.

Sobre as reivindicações dos trabalhadores, o consórcio ctiou que aguarda um ofício do sindicato. Segundo os operários, o retorno ao pátio de obras está marcado para esta quarta-feira.

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