Felipe Dana/AP - 18/08/2011
Felipe Dana/AP - 18/08/2011

Operários fazem acordo e encerram greve no Maracanã

Paralisação ameaçava atrasar a entrega do estádio da final da Copa de2014

Priscila Trindade, Agência Estado

22 de agosto de 2011 | 09h36

Os operários que trabalham na reforma do Maracanã entraram em acordo com o consórcio "Maracanã 2014", que é responsável pela obra, e encerraram na manhã desta segunda-feira a greve que já durava cinco dias. Assim, acaba a paralisação que ameaçava atrasar a entrega do principal estádio do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014 - o local será palco da grande final da competição.

A comissão que representa os funcionários do local e os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada participaram de diversas reuniões no domingo com as empresas que formam o consórcio "Maracanã 2014", Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez, e com o vice-governador e secretário de Obras do Rio, Luiz Fernando Pezão. E, enfim, houve acordo entre as partes.

A paralisação começou na última quarta-feira, após um acidente com um funcionário no canteiro de obras. Carlos Felipe da Silva Pereira fraturou o joelho ao cortar um barril com uma solda, que explodiu e o arremessou por uma distância de dois metros. O caso foi o estopim para o protesto dos operários que reformam o Maracanã, que passaram a exigir melhores condições de trabalho.

Os quase dois mil funcionários do local exigiram do consórcio um aumento salarial e a disponibilização de um plano de saúde - até então, eles trabalhavam amparados apenas por um plano limitado do sindicato. Durante a greve, os trabalhadores chegaram a fazer um protesto em frente a um dos portões de entrada do Maracanã. E foi preciso até ser marcada uma audiência de conciliação na Justiça.

Segundo o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que acompanhou as conversações, a proposta oferecida aos operários inclui aumento de 60% na cesta básica, que subiria para R$ 160,00, abono salarial dos dias de paralisação, estabilidade de um ano para a comissão que negociou as reivindicações e equiparação do plano de saúde dos operários ao dos encarregados da obra, entre outros tópicos.

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