Operários fazem paralisação nas obras do Maracanã

Funcionário é ferido após uma explosão, socorro demora para chegar e amigos se revoltam: todos cruzam os braços

Leonardo Maia, Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 20h02

RIO - Um acidente na manhã desta quarta-feira nas obras de reforma do Maracanã para a Copa do Mundo 2014 precipitou uma paralisação dos operários, que exigem do consórcio "Maracanã Rio 2014" aumento salarial e a disponibilização de um plano de saúde. Atualmente, os 1.500 funcionários trabalham amparados apenas por um plano limitado do sindicato.

O consórcio responsável pela reforma emitiu nota na noite desta quarta-feira confirmando o acidente envolvendo Carlos Felipe da Silva Pereira e a demanda dos trabalhadores. Os representantes dos dois lados chegaram a se reunir para tentar solucionar o impasse. Mas os operários ameaçam manter a paralisação com uma manifestação marcada para começar às 5h30 desta quinta, em frente ao Maracanã.

Segunda a nota do consórcio, um acordo coletivo com a categoria e o sindicato foi fechado em 19 de abril de 2011, abrangendo o período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012. Sobre o acidente ocorrido nesta quarta-feira, informou que o funcionário sofreu fratura no joelho.

Após os primeiros socorros no canteiro de obras, Carlos Felipe da Silva Pereira foi encaminhado de ambulância para o Hospital Souza Aguiar, no Rio. E a Secretaria Municipal de Saúde informou que ele foi transferido no início da noite para uma hospital particular.

Carlos Felipe da Silva Pereira se feriu ao cortar um barril com uma solda, que explodiu. Com isso, ele foi arremessando a uma distância de dois metros, causando fraturas e queimaduras. O acidente acelerou uma manifestação por melhores condições de trabalho e aumento salarial, que já estava planejada pelos operários.

"Paramos às 11h30 para o almoço e só voltamos para bater o ponto e ir embora, por volta das 16 horas. Eles nos pagam R$ 1.180,00 quando todas as empresas pagam acima disso. Além do mais, não temos planos de saúde nenhum. Estamos correndo riscos", disse um operário que não quis se identificar. "Amanhã (quinta-feira) vamos ficar em frente ao estádio a partir das 5h30 e ninguém vai entrar."

A Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop) também emitiu nota em que informa acompanhar "a evolução das negociações para reinício dos trabalhos", sem dar mais detalhes.

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