Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Operários param obras e ameaçam prazos do Maracanã

Sindicato quer aumento de 15% no salário, além de benefícios

TIAGO ROGERO, Agência Estado

18 de fevereiro de 2013 | 13h45

RIO - As obras da reforma do Maracanã, que estão com prazo limitado para a disputa da Copa das Confederações, em junho, foram paralisadas nesta segunda-feira. Os operários interromperam o trabalho para pressionar o consórcio responsável pelas obras em busca de um aumento de 15% no salário, além de benefícios. O consórcio teria oferecido 8%.

A paralisação foi confirmada pelo secretário estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fichtner. "Houve uma certa parada hoje mas eles vão recomeçar amanhã. Temos convicção disso e o bom senso vai imperar", garantiu o responsável pela secretaria responsável pela concessão e reforma do Maracanã.

O retorno ao trabalho nesta terça ainda não foi confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraicp), que congrega os operários envolvidos na obra do Maracanã. Sindicato e consórcio ainda estão em negociação.

A paralisação aumenta a preocupação sobre um eventual atraso na entrega do Maracanã para a Copa das Confederações, a ser disputada entre 15 e 30 de junho. O estádio receberá a final e mais dois outros jogos da competição que serve de prévia para a Copa do Mundo.

Desde o início da reforma, no segundo semestre de 2010, o Maracanã sofre com sucessivos atrasos no cronograma. Àquela época, prometia-se a reformulada arena para dezembro de 2012, prazo inicial estipulado pela Fifa.

No entanto, mudanças e adaptações no projeto levaram à alteração da entrega, definida por último para abril. O primeiro evento-teste está marcado para o dia 24 do mesmo mês. O segundo será em 8 de maio. A Fifa vai assumir a gestão do estádio em 24 de maio.

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