Tatyana Zenkovic/EFE
Tatyana Zenkovic/EFE

OPINIÃO: Fernandinho saiu do 7 a 1, mas o 7 a 1 não saiu de Fernandinho nem da seleção

Brasil buscava uma redenção na Rússia; agora é esperar pela Copa do Catar, em 2022

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 17h01

Terça-feira, 8 de julho de 2014, Mineirão, Belo Horizonte. Sexta-feira, 6 de julho de 2018, Arena Kazan, Kazan. As duas datas vão continuar martelando na cabeça do volante Fernandinho por muito tempo, talvez para sempre.

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Remanescente do maior vexame da história da seleção brasileira, o 7 a 1 diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo do Brasil, o jogador, escolhido por Tite para substituir Casemiro, suspenso, não é o único culpado, mas teve um papel 'importante' na queda para a Bélgica nas quartas de final no Mundial da Rússia.

Posicionado na primeira trave, justamente para evitar o perigo da jogada aérea da Bélgica, Fernandinho furou o cabeceio. A bola, maltratada, resvalou em seu ombro e foi parar dentro do gol de Alisson.    

O segundo gol, em uma bela finalização de Kevin De Bruyne, nasceu em um contra-ataque puxado por Lukaku. Fernandinho teve duas chances de derrubar o atacante e não conseguiu. Paulinho, outro que esteve no 7 a 1 - entrou no segundo tempo diante da Alemanha - também poderia ter derrubado o grandalhão belga. Não o fez, assim como ninguém derrubou Maradona na arrancada para o gol de Caniggia na Copa de 1990.    

  

 

O trauma do 7 a 1 voltou vívido em um passe que Fernandinho (lembra o que ele fez diante da Alemanha?) tentou dar para Marcelo no começo do segundo tempo. A bola, pelo menos desta vez, não caiu no pé de um adversário. Saiu pela lateral. 

O lance foi o retrato da seleção brasileira em quase todo o jogo. 

O Brasil acordou após Renato Augusto diminuir o placar aos 30 minutos, perdeu gols e até poderia ter tido melhor sorte. A redenção ficou para depois.  

A culpa, claro, não foi de um único jogador. Fernandinho teve uma péssima atuação, mas Neymar não brilhou como se imaginou que pudesse acontecer. Gabriel Jesus também voltou para casa sem marcar um golzinho sequer. Até Tite errou em algumas escolhas.

O vexame desta sexta-feira, na Rússia, foi muito menor do que daquela fatídica terça-feira. Mas não deixa de ser um duro golpe em uma seleção que desembarcou para o Mundial com o selo de favorito. A Europa ficará mais uma vez com o título. 

 

 

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