Daniel Souza/Estadão
Daniel Souza/Estadão

Oposição elogia Tite: 'Ele tem o DNA do Corinthians'

Candidato Paulo Garcia afirma que é preciso conversar sobre a questão salarial do treinador campeão da Libertadores e do Mundial

VÍTOR MARQUES, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 13h01

Representante da oposição na eleição para presidente do Corinthians, Paulo Garcia fez elogios a Tite nesta terça-feira, ao lançar oficialmente sua candidatura no Pacaembu, e indicou que aceitaria a eventual contratação do treinador pelo atual mandatário do clube, Mário Gobbi.

Tite vem sendo cotado nas últimas semanas para substituir Mano Menezes, que tem contrato somente até o dia 31 deste mês e tem chances remotas de seguir no clube. "Tite tem o DNA do Corinthians, eu gosto dele. Mas você tem que conversar sobre a questão salarial, sobre se ele vai trabalhar com a base", declarou Garcia.

O nome do futuro técnico do Corinthians se tornou questão central nas eleições porque a atual diretoria está insatisfeita com o trabalho de Mano e já indicou que não pretende renovar seu vínculo para 2015. Mas a substituição do técnico poderia gerar situação desconfortável para Gobbi porque seu mandato só vai até fevereiro. E o novo presidente acabaria assumindo o clube sem poder interferir na escolha do novo treinador.

Nesta circunstância, o nome de Tite surge como a opção que agradaria tanto a situação quanto a oposição. Questionado sobre a escolha do treinador, Paulo Garcia praticamente descartou a possibilidade de demitir Tite caso vença as eleições, marcadas para o dia 7 de fevereiro. "Aí teríamos que ver o trabalho do treinador", afirmou, enfatizando que não cometeria nenhuma irresponsabilidade se vencer o pleito.

Mas Tite não é o único nome que agrada o candidato da oposição. "Acho que o Oswaldo [de Oliveira] é um bom nome, assim como o [Vanderlei] Luxemburgo", declarou Garcia. "Mas é o Tite quem tem maior identificação com o clube. O Corinthians está no DNA dele", ressaltou o candidato, que não deixou de fazer críticas à atual gestão corintiana.

Para o representante da oposição, o imbróglio vivido pela atual diretoria quanto ao nome do futuro treinador é consequência da falta de planejamento. Na sua avaliação, a atual gestão está repetindo o que fez na saída do próprio Tite, no ano passado. Na ocasião, dirigentes já citavam o nome de Mano para substituí-lo, mesmo sem confirmar a saída de Tite. "Estão querendo fazer o mesmo agora", criticou.

A pressão para a definição do novo técnico aumentou nesta semana, diante da possibilidade de o Corinthians disputar a fase preliminar da Copa Libertadores. Se terminar o Brasileirão na quarta colocação, o time paulista já entrará em campo pela competição sul-americana no dia 4 de fevereiro, antes mesmo da eleição. 

Por essa razão, Gobbi garantiu recentemente que o time vai começar o ano já com o nome do treinador garantido. O presidente, que apoiará o candidato Roberto de Andrade, recuou da decisão de lançar um técnico-tampão e prometeu que novo comandante estará liderando a equipe logo no primeiro treino do ano, no dia 7 de janeiro, na reapresentação do elenco após as férias.

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