José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Oposição entrega ofício, e Conselho pode expulsar Aidar e Ataíde

Grupo quer investigar briga em hotel entre dirigentes do São Paulo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2015 | 19h11

Um grupo de conselheiros do São Paulo protocolou nesta quarta-feira um ofício no Conselho Deliberativo do clube para que seja encaminhada à Comissão de Ética e Disciplina a apuração da briga entre Ataíde Gil Guerreiro e Carlos Miguel Aidar na última semana. O vice-presidente de futebol teria agredido o então presidente com um soco no rosto durante reunião da diretoria em hotel na capital paulista.

O documento foi assinado por oito conselheiros e fala que o comportamento dos dois dirigentes feriu o código de comportamento dos associados do clube. O artigo de 34 do estatuto do São Paulo cita que é possível de expulsão quem tiver "mau comportamento do associado nas dependências do Clube consideradas estas, por extensão, os centros de treinamento e outras assemelhadas, ou como representante deste em qualquer local".

O ofício foi entregue ao atual presidente do Conselho, Marcelo Abranches Pupo Barboza, que assumiu o cargo no lugar de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, agora presidente do São Paulo com a renúncia de Carlos Miguel Aidar. O caso deve ser incluído na pauta da próxima reunião do Conselho, marcada para o fim de novembro.

O conflito entre os dirigentes intensificou a crise política no São Paulo, que acabou com a saída de Aidar do cargo. Logo após o desentendimento Ataíde foi exonerado, mas já retornou ao mesmo cargo assim que Leco assumiu a presidência e, inclusive, viajou ao Rio de Janeiro para acompanhar a partida entre a equipe do Morumbi e o Fluminense, nesta quarta-feira.

Em comunicado à imprensa na última semana Ataíde confirmou que teve um "entrevero" com Aidar. Já o ex-presidente, negou que tenha existido agressão durante a reunião da diretoria realizada em café da manhã em um hotel de São Paulo.

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