Oposição promete vencer Andrés Sanchez nas eleições

Pela primeira vez em duas décadas, presidente do Corinthians será eleito pelos sócios, e não pelo Conselho

AE, Agencia Estado

25 de dezembro de 2008 | 10h45

A oposição corintiana promete destronar o presidente Andrés Sanchez, que lançou sua candidatura na segunda-feira e tem nos resultados do futebol e na contratação de Ronaldo seus maiores trunfos para vencer a disputa, marcada para 14 de fevereiro.Veja também: Tabela e calendário do Paulistão 2009 Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Para que isso ocorra, a oposição aposta no novo estatuto para surpreender Sanchez, que assumiu o mandato tampão de Alberto Dualib. Pela primeira vez em quase duas décadas, o presidente do Corinthians será eleito pelos sócios, e não pelo Conselho Deliberativo."O Conselho é muito fechado, um conselheiro decide por dez ou 15. Acho que a eleição pelos sócios facilita para nós", afirma Osmar Stábile, um dos candidatos da oposição. "O associado não é como o torcedor ferrenho, ele vê o clube como um todo."Embora o Corinthians conte com cerca de 11 mil sócios, a maioria deles remidos - dispensados de pagar mensalidades -, o número de eleitores deve torno de 3 mil, avalia Stábile. Para evitar fraudes, o clube recadastrou associados e adotou urnas eletrônicas na eleição.A oposição usará como argumento negociações obscuras da gestão Sanchez, casos mal explicados como a transação de Jô, hoje no Manchester City, e de Eduardo Ramos e Wellington Saci, contratados com empréstimo do empresário Carlos Leite.O outro provável candidato da oposição é Paulo Garcia, nome influente dentro do clube, mas que já foi derrotado pelo atual presidente corintiano. Em 2007, Andrés venceu as eleições no Conselho derrotando Garcia e também Stabile."Não temos só a contratação de Ronaldo, o sócio reconhece nosso trabalho à frente da administração. Ele está vendo o que fizemos pelo clube", rebate Roberto de Andrade Souza, candidato a vice-presidente na chapa de Sanchez.A votação dos sócios não foi a única mudança no estatuto do clube. A partir da próximo pleito, o mandato para presidente será de três anos sem direito a reeleição, e o número de conselheiros será reduzido, entre outras alterações.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCorinthiansAndres Sanchez

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.