Oposição santista quer sustar reunião

A oposição pretende sustar na Justiça a realização da reunião do Conselho Deliberativo do Santos que deve aprovar nesta quinta-feira o novo estatuto do clube. O candidato à oposição pela chapa Resgate Santista, Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro, espera a concessão da liminar para que coibir o que ele chama de golpe. "Entramos com o pedido de liminar porque a mudança estatutária só pode ser feita por uma assembléia geral e não numa reunião em que só participam conselheiros." Do lado da situação, há tranqüilidade. Esmeraldo Tarquínio, um dos coordenadores da Rumo Certo, entende que o novo Código Civil permite a mudança estatutária da forma proposta, que é a de levar à discussão e aprovação na plenária do Conselho Deliberativo. Segundo Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro, a oposição está atenta a possíveis manobras que podem ser feitas na reunião do conselho. "Se a reunião for mantida e alguns itens forem aprovados, estamos preparados para outras medidas judiciais". Para ele, o presidente Marcelo Teixeira tem o controle do maior número de votos do órgão e poderá aprovar o que bem entender. "É lamentável que o novo estatuto, que pode mudar a vida do clube, seja aprovado dessa maneira e não pelo associado santista que não tem benefícios ao se associar a agora nem direito de voto." A emenda que tira o limite de uma possibilidade de reeleição foi apresentada por 160 conselheiros - a maioria do conselho - e, na opinião do candidato oposicionista, será aprovada. Teme que emenda antecipe uma medida que entrará em vigor só na eleição de 2005, que é permitir o voto apenas aos associados com três anos no clube. Luís Alvaro teme que a mudança do estatuto vire uma batalha judicial e que, no vácuo formado, o Conselho Deliberativo possa prorrogar o mandato do presidente Marcelo Teixeira. Ele explica que o conselho tem competência para isso. Já Esmeraldo Tarquínio acredita que o processo está correndo normalmente, dentro dos princípios legais. "A oposição reclama, mas já deveria conhecer as emendas, que estão à disposição dos conselheiros desde a convocação da reunião". Ele não aceita a crítica dos oposicionistas, de que os documentos só podem ser examinados na sala do Conselho. "Ora, sou conselheiro desde 89 e sempre foi assim", disse ele, chamando a atenção para "a incerteza que a ação oposicionista está intentando".

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