Organizada, Costa Rica também quer surpreender Itália

A seleção da Costa Rica e sua coleção de talentos ofensivos enfrentará a Itália na sexta-feira determinada a causar outra surpresa na Copa do Mundo e evitar a desordem tática e o individualismo que caracterizaram seu futebol nos grandes torneios.

REUTERS

19 de junho de 2014 | 11h47

A equipe centro-americana já se resignava a ser a grande vítima do Grupo D, mas surpreendeu o Uruguai, derrotando os sul-americanos por 3 x 1 na estreia.

Na partida disputada em Fortaleza, a Costa Rica mostrou uma organização admirável na defesa e uma velocidade impressionante para atacar depois de recuperar a bola, diferenciando-se de seleções anteriores que chegavam ao Mundial dependentes de talentos individuais.

"Conseguimos forjar algo parecido à Itália em 2006: um grupo defensivo sólido com bons jogadores no ataque", disse o meio-campista costarriquenho Celso Borges à Reuters antes do torneio.

"Quando ganhamos a bola, contra-atacamos rapidamente. Não elaboramos demais, é mais como um nocaute", acrescentou.

Com Joel Campbell, autor do primeiro gol no Uruguai, encabeçando o ataque, a Costa Rica tem um jogador capaz de fazer a diferença.

Mas ainda está para ver se a equipe conseguirá jogar em nível semelhante contra a Itália, o que implicará outro tipo de desafio.

Campeã mundial em 1934, 1938, 1982 e 2006, a Itália demonstrou suas qualidades de organização e paciência na vitória de 2 x 1 sobre a Inglaterra em Manaus.

A equipe dirigida pelo técnico Cesare Prandelli tem uma grande tradição de às vezes vencer partidas sem merecer, e é pouco provável que ataque do mesmo modo que o Uruguai, que se mostrou mais ingênuo taticamente.

Andrea Pirlo demonstrou contra a Inglaterra que continua sendo o melhor distribuidor de bolas do futebol atual e que, apesar da idade avançada, soube ignorar o calor e a umidade de Manaus e ditou o ritmo do confronto diante de uma equipa inglesa jovem.

Já a Itália tem em Mario Balotelli um atacante capaz de combinar atuações nada marcantes com gols que rendem vitórias.

O triunfo da Costa Rica sobre o Uruguai também deixou para trás o elemento surpresa, já que deixou a Itália em alerta com a possibilidade de outro sobressalto.

"A partida contra a Costa Rica é considerada a mais perigosa, porque jogamos às 13h e vai ser muito difícil", disse o meio-campista italiano Daniele De Rossi, em relação ao potencial calor de Recife.

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