Reprodução/Instagram Mancha Alviverde
Reprodução/Instagram Mancha Alviverde

Organizada do Palmeiras protesta na frente da casa de Mattos e pede saída do diretor

Membros da Mancha Alviverde voltaram a pedir a saída do diretor e também criticaram o presidente Maurício Galiotte

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2019 | 21h41

Membros da principal organizada do Palmeiras, a Mancha Alviverde, protestaram na noite desta quarta-feira em frente ao condomínio em que mora o diretor de futebol Alexandre Mattos, na região de Alphaville, em Barueri. Os torcedores voltaram a pedir a saída do dirigente do clube. O ato foi transmitido ao vivo pelas redes sociais da torcida e exigiu policiamento no local.

O presidente Maurício Galiotte, que bancou a permanência do dirigente no cargo depois da eliminação para o Grêmio na Copa Libertadores e da derrota por 3 a 0 sofrida para o Flamengo no último domingo, também foi alvo de críticas da torcida.

A organizada estendeu faixas e entoou gritos de protestos para expressar sua insatisfação com a permanência de Alexandre Mattos no Palmeiras. "Máfia do Pão de Queijo: Até quando?", "Fora, Mattos" e "Mattos, ladrão", foram as frases estampadas nas faixas. Em suas redes sociais, a Mancha Alviverde tem cobrado Mattos e Galiotte diariamente. 

"Não é mole não, é o Mattos e o Maurício ladrão envergonhando a torcida do Verdão", "Não é brincadeira, o Mattos é o câncer do Palmeiras", "Mattos, ladrão, pede demissão" e "Acabou a paz, a sua vida vai virar um inferno" cantaram os torcedores na manifestação.

Há seis dias, representantes da organizada tiveram uma reunião na Academia de Futebol do clube com parte da diretoria. No encontro, membros da agremiação conversaram com Mattos e pediram a saída dele do cargo, além de condenar o trabalho de Felipão, demitido nesta segunda-feira. Mano Menezes foi oficializado como o novo treinador do clube nesta terça-feira.

Ainda houve a crítica promovida pelo presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, autor de um áudio em que aponta Mattos como o grande problema do clube e critica a chegada de Mano Menezes.

Preocupado com possíveis manifestações raivosas da torcida, o Palmeiras aumentou os cuidados em seu centro de treinamento. O clube trouxe mais seguranças para cuidar da entrada do local e pediu para a Polícia Militar fazer plantão na porta do CT durante os próximos dias. O clube também não divulgou a agenda da semana e vetou a entrada dos jornalistas para acompanhar as atividades.

Os protestos surgem após a queda brusca de rendimento do time alviverde depois da Copa América. Nesse período, o Palmeiras foi eliminado na Copa do Brasil e na Libertadores e caiu da liderança para o quinto lugar na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Alexandre Mattos está no cargo de diretor de futebol do Palmeiras desde o começo de 2015. Nestes quatro anos e meio, o clube foi campeão duas vezes do Campeonatos Brasileiros (2016 e 2018) e faturou a Copa do Brasil em 2015. Entre sua chegada no clube até hoje, ele contratou cerca de 70 reforços, número alvo de críticas nos bastidores por ser considerado alto demais. Atuou também em vendas importantes, como nos casos de Keno, Gabriel Jesus e Mina. Nos últimos anos, as saídas de jogadores renderam cerca de R$ 500 milhões ao clube.

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