Orientado, Doni não comenta confusão

Doni sabe que a punição pela agressão a Fabiano pode ser pesada. O goleiro corintiano também já foi alertado pelos advogados do Corinthians que o Boletim de Ocorrência registrado pelo volante do Santos no 34º DP, na Vila Sônia, pode gerar uma grande dor de cabeça - e talvez um processo. Por tudo isso, o goleiro corintiano resolveu não responder a nenhuma pergunta relacionada à baixaria do Morumbi.Orientado pelos advogados do clube, Doni enfrentou a imprensa, nesta quinta-feira pela manhã, no Parque São Jorge, com o discurso bem decorado. Ele mesmo encarregou-se de esvaziar a entrevista logo na sua primeira resposta. "A partir do momento em que ele (Fabiano) fez um boletim de ocorrência na delegacia, só vou dizer alguma coisa a respeito daqueles acontecimentos depois que eu for intimado".A cada pergunta a respeito da briga, o goleiro do Corinthians repetia a resposta. "Isso também se enquadra no mesmo assunto. Não falo". Numa outra técnica para fugir das perguntas, Doni ainda afirmou que não viu os lances na tevê. E o Santos continua engasgado? Como será o jogo da volta na Vila?, quis saber um repórter de tevê. "Vou continuar jogando normal".Por outro lado, o goleiro corintiano não deixou de responder a uma ironia feita por Léo, ao final do clássico. Depois de sugerir que o árbitro Sálvio Spíndola é um corintiano enrustido, o lateral do Santos disse que ´o Corinthians tinha mais é que comemorar esse empate com o Santos´. Doni reagiu com frieza: "Estávamos perdendo o jogo até os 45 minutos do segundo tempo. Se tivéssemos empatado no último minuto contra o menor time do Brasil ficaríamos felizes da mesma forma. Não tenho mais nada a comentar".Já o zagueiro Fábio Luciano nem precisou enfrentar a imprensa. Com viagem marcada para a Turquia, onde vai negociar a sua transferência para o Fenerbahçe, o capitão corintiano nem apareceu no Parque São Jorge para fazer o trabalho de recuperação na banheira. Praticamente negociado com o futebol turco, Fábio Luciano é o que deve sentir menos as conseqüências de uma eventual punição.

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 18h32

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