Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Ortigoza comemora, mas não é o preferido do técnico

Paraguaio decide partida a favor do Palmeiras contra o Bragantino e deixa o campo aplaudido pela torcida

Juliano Costa, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 23h28

SÃO PAULO - O paraguaio Ortigoza saiu do banco para virar o jogo contra o Bragantino e dar ao Palmeiras a classificação antecipada às semifinais do Paulistão. O 'Coalhada', apelido já incorporado pela torcida, substituiu Jeci, autor de um gol contra, e mostrou oportunismo na pequena área - balançou a rede duas vezes. "Olê lê, olá lá, Coalhada vem aí e o bicho vai pegar", gritou a torcida.

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Ortigoza ofuscou a estrela de Keirrison, que foi observado nesta terça-feira por Txiki Begiristain, diretor do Barcelona convidado pela Traffic para assistir ao jogo no Palestra Itália. À ESPN Brasil, Begiristain elogiou Keirrison.

Mas quem brilhou foi Ortigoza, que entrou aos 26 minutos. Aos 46, ele completou linda jogada de Diego Souza e empatou o jogo. "Foi um lance rápido, eu estava bem posicionado e o mérito é todo do Diego Souza".

No segundo gol, ele aproveitou um rebote do goleiro Gilvan. "Uma virtude do atacante é a sorte de estar no lugar certo e empurrar a bola para dentro", disse o paraguaio, que ainda não fala nada de português, mas acha graça quando é chamado de Coalhada, personagem do humorista Chico Anysio. "Vi a foto e não é parecido, não", brincou.

Vanderlei Luxemburgo elogiou Ortigoza, mas disse que o titular da posição é Willians. Luxa poupou Pierre e Danilo nesta terça, pendurados com dois cartões amarelos, para não perdê-los para o clássico contra o São Paulo, no próximo sábado.

REVOLTA

Mas perdeu Diego Souza, expulso. O cartão do meia - por uma falta simples, no meio do campo - gerou revolta em Luxa e nos torcedores das numeradas. A 'Turma do Amendoim' se voltou para o camarote em que estava o Coronel Marinho, chefe de arbitragem da Federação Paulista, para protestar contra o árbitro Robério Pires. Ninguém se intimidou com a patente militar de Marinho. Não faltou palavrão. Uma senhora chegou a berrar várias vezes: "Desce aqui! Desce aqui!"

Luxa disse que o problema da arbitragem não é o coronel, mas os instrutores e a "arrogância" dos árbitros.

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