Divulgação
Divulgação

'Os anos vão se passando e a violência não acaba', ressalta técnico do Botafogo

Jair Ventura lamenta episódios de violência protagonizados antes do clássico contra o Flamengo

Estadao Conteudo

13 Fevereiro 2017 | 11h38

O técnico Jair Ventura não escondeu sua decepção com os episódios de violência protagonizados por torcedores antes do clássico entre Botafogo e Flamengo, realizado na noite deste domingo, no Engenhão, onde conflitos nas imediações do estádio tiveram tiros e bombas, resultando em feridos e ainda como consequência mais triste a morte do torcedor botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, que foi baleado.

Em entrevista coletiva concedida no final da noite de domingo, o treinador exibiu indignação ao lembrar que as brigas entre torcidas se tornaram corriqueiras no futebol brasileiro. "O que aconteceu hoje (domingo) fora do estádio foi lamentável. Tivemos que esperar no ônibus para chegar ao estádio. Ouvimos bombas, tiros. Liguei para a minha família. Meu sobrinho já estava aqui. Muitas famílias e crianças. Nos preocupamos com todos que estão aqui, independente para quem torce. Lamentável, os anos vão se passando e a violência não acaba", lamentou o comandante do Botafogo.

Em seguida, Jair Ventura enfatizou que os confrontos entre torcedores acabaram ofuscando de forma negativa um jogo bem disputado entre Flamengo e Botafogo, que acabou perdendo por 2 a 1, mas travou um clássico equilibrado com o rival mesmo levando a campo uma equipe considerada reserva - os titulares foram poupados para o duelo de ida com o Olimpia, do Paraguai, quarta-feira, no Engenhão, pela terceira fase preliminar da Copa Libertadores da América.

"A gente preza tanto pela paz. Nós, os protagonistas do espetáculo, ficamos tristes. Acredito que foi um grande jogo, com gols, os dois times procuraram o jogo, mas isso tudo acaba apagado por conta desse episódio lamentável fora do estádio", completou o técnico, que também evitou ficar lamentando muito o fato de o Botafogo ter ficado agora sem chances de classificação às semifinais da Taça Guanabara, a primeira fase do Campeonato Carioca.

"Nosso objetivo é estar na fase de grupos (da Libertadores). Temos dois jogos seguidos contra o Olimpia. Não podemos correr esse risco (de perder possíveis titulares por lesão). Se fosse no meio do ano, teríamos um lastro físico. Perdemos um a semana na pré-temporada e pagamos o preço. Se fala muito da parte física, mas fomos muito bem fisicamente em Santiago (contra o Colo-Colo, na fase anterior da Libertadores). A gente vem numa crescente. Infelizmente, o lençol é curto", analisou Jair ao minimizar o peso da derrota para o Flamengo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.