Os cinco pecados do Corinthians na Libertadores

Time é eliminado pelo desconhecido Guaraní, do Paraguai

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2015 | 17h46

O Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores nesta quarta-feira ao perder para o Guaraní por 1 a 0, em Itaquera, diante de 40 mil torcedores. O time caiu nas oitavas de final, colocando um ponto final na chance de repetir o título de 2012. Foi uma campanha frustrante porque havia se criado uma enorme expectativa em torno da equipe. Muito por causa do retorno do técnico Tite. Veja abaixo os erros que explicam a queda precoce no torneio continental.

1. Soberba

O Corinthians começou a Libertadores voando e superou o chamado grupo da morte. O excesso de confiança e a soberba influenciaram o grupo, embora os jogadores tenham negado tais atitudes. A diretoria nem tanto. O diretor de futebol Sérgio Janikian chegou a afirmar que o Corinthians havia sido 'presenteado por Deus' por enfrentar o Guaraní nas oitavas de final.

2. Expulsões

Seis expulsões na Libertadores minaram as chances de título. Somente Fábio Santos (foto) foi expulso duas vezes na competição deste ano. Emerson Sheik, expulso contra o São Paulo, pegou três jogos de gancho e não atuou em nenhum dos jogos contra o Guaraní.

3. Queda de rendimento

O Corinthians, embora tenha começado bem o ano, caiu de rendimento em momentos decisivos na Libertadores (e também no Paulistão). Um exemplo: o time titular vem de três derrotas consecutivas: uma para o São Paulo e duas para o Guaraní. Ou seja: mostrou bom futebol antes da hora.

4. Atraso de pagamento

Um assunto que norteou a semana antes do jogo contra o Guaraní foi o atraso do pagamento de direitos de imagem dos jogadores. O clube deve cerca de R$ 15 milhões a alguns atletas. A diretoria prometeu quitar uma parte dos débitos nesta quinta-feira.

5. Reforços não emplacam

Cristian, Edu Dracena e Vagner Love (foto). Nenhum dos três jogadores esteve em campo na eliminação para o Guaraní. Love, por sinal, não ficou sequer no banco nesta quarta-feira. O trio custa R$ 1 milhão por mês em salários.

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