Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Os desafios de Dorival para salvar o São Paulo

Novo treinador inicia trabalho com equipe na zona de rebaixamento e sofrendo com saída de jogadores

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2017 | 11h10

Dorival Junior será apresentado oficialmente nesta segunda-feira como novo técnico do São Paulo com inúmeros desafios. O problema principal é a posição na tabela. Com a derrota para o Santos, por 3 a 2, neste domingo, o time está em penúltimo lugar na tabela. O substituto de Ceni também terá de recuperar o futebol de algumas estrelas do elenco, contornar a possibilidade de saída de jogadores e reorganizar a equipe taticamente, principalmente o setor ofensivo. 

RECUPERAÇÃO DAS ESTRELAS

O meia peruano Christian Cueva foi afastado por Pintado do clássico por opção técnica. O camisa 10 não marca gols nem dá assistências desde que se lesionou em março, durante um jogo da seleção peruana contra o Uruguai nas Eliminatórias para a Copa de 2018. Sua permanência do clube não está definida, pois seu empresário Ronaldo Baroni afirmou que ele pode sair em caso de propostas.

Wellington Nem e Cícero também estão decepcionando. Considerado um reforço de peso para a temporada 2017, o atacante marcou apenas um gol. Já o meio-campista caiu de rendimento no segundo semestre e está no banco de reservas. No clássico, foi preterido por Shaylon e Lucas Fernandes na hora das substituições. 

Lucas Pratto também não vive seu melhor momento. Embora o setor de criação tenha produzido pouco, o atacante marcou pela última vez no dia 8 de junho, no triunfo sobre o Vitória. Após ter desperdiçado o pênalti diante do Santos, o argentino afirmou que "como capitão, não poderia ter perdido um pênalti assim". 

O papel de Dorival: Cueva já foi afastado e terá de reconquistar a posição. O treinador deverá conversar com os pilares da equipe para identificar o problema, que pode ser mau posicionamento. 

TRANSFERÊNCIA DE JOGADORES

Dorival também terá de lidar com um ambiente conturbado. A venda de jogadores gera críticas e pressão da torcida sobre a diretoria. O próximo alvo dos estrangeiros é Rodrigo Caio. Diante da chance do pagamento da multa rescisória de Rodrigo Caio por parte do Zenit, da Rússia, no valor de 18 milhões de euros (R$ 67,5 milhões), a diretoria não permitiu que o jogador viajasse para Santos. Ele não jogaria. Domingo, como o pagamento não foi confirmado, o zagueiro viajou e foi escalado na derrota no clássico. 

Antes de ser contratado, Dorival perguntou diretamente à diretoria se Rodrigo Caio ficaria e disse que gostava do futebol do zagueiro. Se ele for realmente vendido, Dorival perde uma peça importante. 

O papel de Dorival: uma das missões de Dorival é aproximar o CT da Barra Funda do Centro de Formação de Cotia para garimpar opções. Shaylon, Lucas Fernandes e Brenner já tiveram as primeiras oportunidades. As novas contratações parecem promissoras, especialmente Richard Arboleda, que deverá ser titular nos próximos jogos, e Jonatan Gómez, que ainda precisa de mais entrosamento. 

DESORGANIZAÇÃO TÁTICA

O São Paulo sofreu seis gols nos últimos três jogos e o ataque também não tem funcionado. Dorival terá trabalho para entrosar os novos contratados, como Petros, que já vem sendo titular, e o próprio Gómez. Embora o time mostrando poder de reação no clássico, a principal opção ofensiva ainda é a bola cruzada na área da intermediária. 

O papel de Dorival: o primeiro passo deve ser organizar a defesa, definindo provavelmente Arboleda e Rodrigo Caio como titulares, fixar um dos volantes e orientar a cobertura dos laterais (Buffarini teve problemas no clássico). Uma saída é explorar os jogadores do banco de reservas. 

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