Matilde Campodonico/AP
Matilde Campodonico/AP

'Os jogadores poderiam morrer', dispara presidente do Palmeiras

Dirigente cobra da Conembol punição ao Peñarol

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 10h40

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, não poupou críticas ao Peñarol pela briga generalizada depois da vitória por 3 a 2, quarta-feira, no Uruguai, pela Libertadores. O dirigente admitiu que temeu pelo pior.

“Se o Palmeiras não trouxesse 20 seguranças como trouxemos, teria acontecido uma tragédia. Os jogadores poderiam morrer lá dentro. Futebol não é isso, agora o presidente do Peñarol e o pessoal da Conmebol vieram falar comigo. Espero muito que a Conmebol tome uma providência em relação a isso. Quero saber porque que fecharam os portões em direção ao vestiário. Isso é lamentável”, disse o presidente do Palmeiras.

A principal queixa do dirigente foi por causa da falta de policiamento no estádio Campeón de Siglo. Ao fim do jogo, os times se envolveram em uma confusão. Os uruguaios tentaram agredir o volante Felipe Melo, que tentou se afastar do conflito. O palmeirense foi perseguido por Mier e deu um soco no atleta do Peñarol. Os palmeirenses não conseguiram entrar no vestiário na primeira tentativa porque o portão estava fechado e houve empurra-empurra com os seguranças.

O atacante Willian ficou com o rosto machucado e o goleiro Fernando Prass sofreu um corte na boca. Enquanto isso, a torcida do Peñarol invadiu a área reservada aos palmeirenses e iniciaram uma briga.

“Não tinha nem policiamento para a torcida do Palmeiras. Depois vêm falar que a torcida do Palmeiras é violenta. É necessário ter segurança para uma partida de futebol e não tivemos isso aqui. Não pode acontecer. Quando a partida é em São Paulo temos proteção total para todos eles. Foi lamentável. Não posso dizer que nada foi premeditado, mas houve falta de planejamento, falta de precaução das pessoas. O Palmeiras trouxe 20 pessoas e que nos salvaram de uma tragédia maior”, disse Galiotte.

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