Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Os lépidos gandulas do Botafogo

Equipe pode ser multada pelo atraso nas reposições de bola durante a partida contra o Corinthians

Leonardo Maia,

13 de setembro de 2013 | 10h44

RIO - Os gandulas que trabalham nos jogos do Botafogo às vezes costumam deixar seu papel de figurantes para se tornar importantes coadjuvantes. A reposição de bola no jogo de quarta-feira contra o Corinthians não provocou controvérsia com o time paulista, mas foi possível observar que os gandulas devolviam a bola mais rapidamente para os donos da casa.

Para esse comportamento cabe punição ao clube e à federação, no caso a carioca, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O subprocurador do tribunal Rafael Vanzin, em contato com o Estado, falou sobre essa possibilidade hipoteticamente, porque a procuradoria do SJTD ainda vai analisar vídeos e súmulas da partida.

Como responsáveis pelo trabalho dos gandulas, o Botafogo e a Ferj podem receber multa de R$ 100 a R$ 100 mil. A Ferj informou que cabe à arbitragem fiscalizar e orientar os gandulas. A federação apenas cuida da quantidade e da idade dos mesmos. O Botafogo disse que "determina aos gandulas que respeitem as orientações do Regulamento Geral de Competições’’ da CBF.

Em abril do ano passado, num clássico com o Vasco, um gol alvinegro surgiu de uma rápida reposição de arremesso lateral graças à agilidade de uma gandula. Há pouco mais de um mês, também no Maracanã, o técnico do Internacional, Dunga, quase agrediu um gandula por entender que ele estava tentando ajudar o Botafogo.

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