Ivan Franco/EFE
Ivan Franco/EFE

Oscar Tabárez, um velho conhecido do Brasil

Primeiro confronto do treinador uruguaio contra o Brasil foi há 30 anos. Ele afirma que sabe jogar contra os donos da casa

RAPHAEL RAMOS - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2013 | 08h14

RECIFE - O técnico uruguaio Oscar Tabárez é um velho conhecido da seleção brasileira. E estreou no duelo com vitória. Foi há quase 30 anos, quando bateu o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 1983, em Caracas, na Venezuela, no dia 23 de agosto de 1983.

 

Com a vitória por 1 a 0 sobre o time sub-20 comandado por Gílson Nunes no estádio Brígido Iriarte, gol de Miguel Angel Peirano aos 38 minutos do segundo tempo, a Celeste ficou com o ouro e o Brasil, com a prata. Faziam parte daquele time do Brasil figuras que depois se consagrariam no futebol como Jorginho, Dunga e Neto.

 

"Tenho várias recordações de jogos contra o Brasil. Não como jogador porque lamentavelmente fui um atleta profissional muito discreto e nunca defendi a seleção do meu país, mas como treinador tenho muitas lembranças", conta o treinador uruguaio.

Depois, já com a seleção principal, ele levou o troco do Brasil na Copa América de 1989, quando perdeu a final no Maracanã por 1 a 0, gol de Romário. A partida foi disputada no dia 16 de julho, justamente a mesma data do Maracanazo.

 

Nessa sua segunda passagem pela Celeste, a partir de 2006, Tabarez enfrentou a seleção brasileira três vezes e ainda não conseguiu vencer. Primeiro, empatou por 2 a 2 na Copa América de 2007 na Venezuela e acabou eliminado nos pênaltis. Depois, ainda em 2007, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, perdeu por 2 a 1 no Morumbi, com dois gols de Luís Fabiano. Essa derrota, inclusive, até hoje ainda não foi bem digerida pelo treinador.

 

"Acredito que aquela partida foi a de melhor rendimento do Uruguai no Brasil, mas lamentavelmente não ganhamos. Quem viu sabe do que estou falando", recorda.

 

A última vez que Tabárez enfrentou o Brasil foi em 2009, também pelas Eliminatórias, quando foi goleado por 4 a 0 em Montevidéu e viu o fim de um tabu de 33 anos sem vitórias brasileiras no estádio Centenário.

 

Quarta-feira, no Mineirão, o desafio do Maestro é acabar com um jejum de vitórias do Uruguai sobre o Brasil que já se prolonga desde a primeira estreia de Felipão, em 2001. Depois daquele 1 a 0 no dia 1º de julho em Montevidéu, foram seis confrontos, com quatro empates e duas derrotas.

 

Estratégia. Para superar o favoritismo dos anfitriões e chegar à final inédita da Copa das Confederações, Tabárez terá um time com fôlego renovado. Os titulares não atuaram na goleada por 8 a 0 diante do Taiti, domingo, na Arena Pernambuco. Apenas Luis Suárez entrou já no fim da partida e acabou anotando dois gols.

 

"O Brasil é uma grande equipe e joga em casa, mas nosso elenco já sabe o que é enfrentar as seleções dos países-sede", disse Tabárez, ao se lembrar da vitória contra a África do Sul na Copa do Mundo de 2010.

 

Naquela partida, os uruguaios adotaram uma postura surpreendentemente ofensiva e venceram por 3 a 0. O atacante Diego Forlán fez dois gols, iniciando sua trajetória para ser eleito o melhor jogador daquela Copa do Mundo.

 

Pela manhã, enquanto os reservas se exercitavam em uma academia no Recife, os titulares fizeram um treino leve no CT do Náutico. À tarde, a delegação uruguaia voou para Belo Horizonte. Hoje, o time treina no Mineirão.

 

A equipe que enfrentará o Brasil deverá ser a mesma que começou jogando contra a Nigéria, quinta-feira, em Salvador, com o trio de ataque formado por Diego Forlán, Luis Suárez e Cavani.

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