Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Osorio diz que mantém suas ideias e não teme demissão no São Paulo

Técnico também discorda de críticas a Ganso e Rafael Toloi

VÍTOR MARQUES, O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2015 | 07h37

O técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, assumiu a responsabilidade pela derrota para o Goiás por 3 a 0 na noite deste sábado, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. No entanto, o colombiano reafirmou que manterá sua ideia de montar um time que procure o ataque e de marcação adiantada, ainda que isso signifique correr riscos.

"Não me comparo com outros treinadores, mas no futebol poucos times jogam assim (com a marcação adiantada). E quando perdem, perdem de três, quatro gols. O Barcelona perdeu assim (para o Athletic na Supercopa da Espanha). Eu assumo o risco."

Ao explicar e reforçar suas convicções, Osorio ainda alfinetou o momento do futebol brasileiro. "Vocês falam dos problemas do futebol brasileiro, mas não tratam de solucioná-los. Eu tento solucionar os do São Paulo. Não mudo meus princípios."

Osorio assumiu a culpa pela derrota e disse que foram injustas as críticas da torcida a Rafael Toloi e Paulo Henrique Ganso - os dois foram xingados antes mesmo de o jogo terminar. "O Rafael combateu, o Paulo Henrique também. Se a torcida quer buscar um culpado, eu sou o culpado."

O treinador deu a entender que errou na escalação do time, ao entrar com três zagueiros. Ainda assim, segundo ele, o principal problema do time não foi defensivo - apesar de ter levado três gols - e sim ofensivo. O São Paulo, na visão de Osorio, não teve posse de bola nem conseguiu agredir o adversário. Os contra-ataques do Goiás foram determinantes no resultado, segundo ele.

Na entrevista coletiva após o jogo, um repórter perguntou ao treinador se ele não temia perder o emprego, citando a cultura do futebol brasileiro. Osorio foi seco: "Por favor, não temo isso, não temo isso para nada."

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