Renata Lutfi/Divulgação
Renata Lutfi/Divulgação

Osorio diz temer por nova debandada de jogadores do São Paulo

Ganso e Luis Fabiano ainda podem ser negociados

CIRO CAMPOS, Estadão Conteúdo

17 de julho de 2015 | 13h04

O grande pesadelo do técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, ainda não terminou. O colombiano admitiu nesta sexta-feira estar preocupado com a possibilidade de ter uma nova remessa de negociações, perder ainda mais jogadores nos próximos dias e afirmou que essas saídas de atletas durante a janela de transferência são a principal dificuldade para se trabalhar no futebol brasileiro.

O atacante Luis Fabiano recebeu proposta do Cruz Azul, do México, Ganso interessa ao Orlando City, dos Estados Unidos, e Jonathan Cafu foi sondado pelo Ludogorets Razgrad, da Bulgária. "Estou preocupado. Um time reduzido quando saem jogadores, acaba ficando mais vulnerável. Mas vou esperar até segunda para saber se teremos novos jogadores ou não", disse Osorio, ao se referir também à possibilidade de contratação efetiva do zagueiro Dória.

Mês passado, o treinador perdeu três atletas do setor defensivo em uma mesma semana. Os volantes Denilson e Souza seguiram para o Al Wahda e Fenerbahçe, respectivamente, e Paulo Miranda acertou com o Red Bull Salzburg. "Tenho achado muito difícil essa janela do mercado. Muitos jogadores trocam de time", comentou. Rodrigo Caio por pouco não acertou com o futebol espanhol, mas preferiu continuar no São Paulo.

Na ocasião, o colombiano demonstrou desânimo com as saídas e lamentou não ter sido avisado pela diretoria do São Paulo sobre a possibilidade da negociação de jogadores. As negociações coincidiram com uma queda do time no Brasileirão. Naquela ocasião, passou quatro rodadas sem ganhar e despencou da primeira para a oitava posição.

Osorio lamentou que a realidade do futebol brasileiro impeça a criação de projetos de longo prazo não só pelas muitas negociações, mas também pela falta de paciência com os treinadores. "Eu, como todos os técnicos, estamos a três derrotas de uma crise. Não há um planejamento. No futebol sul-americano não há processos. Na Inglaterra o treinador fica por cinco anos no time", comparou.

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