Cesar Greco/ Divulgação
Cesar Greco/ Divulgação

Oswaldo de Oliveira encara primeiro grande desafio no Palmeiras

Clássico contra o Corinthians pode ditar rumo na gestão do treinador

GONÇALO JUNIOR, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015 | 10h05

Oswaldo de Oliveira chegou ao Palmeiras em dezembro como um dos principais nomes de um amplo processo de reformulação do clube depois dos perrengues no Campeonato Brasileiro. Quatro meses depois, o treinador de 64 anos comanda o time em uma daquelas partidas capazes de garantir a confiança e tranquilidade para os próximos meses - seu contrato vai até o fim do ano - ou deixar sua gestão marcada pela desconfiança.

Ele sabe que a semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians é um divisor de águas. E admitiu o tamanho da encrenca. "O time de melhor aproveitamento no Brasil é o Corinthians. Se isso é um parâmetro para favoritismo, é inegável que o Corinthians é favorito. E vai jogar em casa. Nossa equipe está crescendo, se entrosando. Acredito que podemos fazer uma partida muito boa".

Os números estão ao seu lado. Em 19 partidas, soma 14 vitórias, um empate e quatro derrotas, o que significa um aproveitamento de 74%. Nesses jogos, enfrentou vários times medianos do interior no Paulistão, superiores ao Vitória da Conquista na Copa do Brasil. Nos clássicos, tem duas derrotas (Santos e Corinthians) e uma vitória (São Paulo).

Depois de perder para o Corinthians em casa, quando o grupo era bem diferente, e do Santos na Vila Belmiro em um jogo equilibrado, a vitória sobre o São Paulo, aqueles 3 a 0 no Allianz Parque, com um gol de placa de Robinho por cobertura, resgatou parte do orgulho dos palmeirenses após um jejum contra os grandes.

EM FORMAÇÃO

Oswaldo de Oliveira tem o argumento - justo - de que o time está em formação. Ao lado de Alexandre Mattos, novo homem forte do futebol e outro pilar da reformulação, o treinador trouxe 20 novos nomes. Alguns nem estrearam, como Cleiton Xavier (jogou três minutos contra o Botafogo), Kelvin e Egídio, que não pôde ser inscrito no Campeonato Paulista. Outros foram muito bem escolhidos, como os volantes Gabriel e Arouca e o lateral-direito Lucas.

Outro mérito é ter "conquistado" Valdivia. Depois de quatro meses fora, o chileno voltou bem, foi decisivo na classificação para a semifinal e deverá ser titular. "Ele evoluiu bastante fisicamente desde a partida em que reestreou. Isso me deixa muito otimista", afirmou.

Ainda existem algumas dúvidas importantes em relação ao time ideal - como encaixar Cleiton Xavier, por exemplo - e também em relação à definição sobre o dono da camisa 9 - Cristaldo e Leandro ainda não convenceram e podem perder espaço para Rafael Marques, que deve ser escalado como atacante neste domingo.

Por causa desse processo de amadurecimento, como diz o treinador, ele quer tirar o caráter decisivo do clássico. "É um jogo importantíssimo, é inegável, ainda mais porque vale vaga na final. Mas temos de ter naturalidade. Este é mais um jogo como outros jogos. Na segunda-feira a vida segue, indo para a final ou não. Temos de dar continuidade. É o jogo mais importante hoje. Dali para a frente, as coisas vão mudar dependendo do resultado", afirmou.

Oswaldo de Oliveira tem de administrar também o jejum no Paulistão - a última final do Palmeiras foi em 2008, o ano do último título.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.