Oswaldo de Oliveira enxerga o jogo e coloca Santos na final do Paulistão

Técnico faz substituições decisivas na virada contra o Penapolense, resultado que leva time à decisão pela sexta vez consecutiva

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2014 | 18h05

SÃO PAULO - Técnico também ganha jogo. Oswaldo de Oliveira mostrou mais uma vez isso neste domingo, na vitória do Santos por 3 a 2 sobre o Penapolense que colocou o time na final do Paulistão pela 6.ª vez seguida. Ele teve sorte nas substituições, é verdade. Mas sua visão ao trocar Gabriel e depois Leandro Damião por Rildo e Stefano Yuri, respectivamente, também colaborou para um final feliz em jogo que se tornou mais difícil do que o esperado.

O Santos vai tentar seu quarto título estadual em cinco anos - foi campeão em 2010/2011/2012 e perdeu a final do ano passado para o Corinthians. O Penapolense vinha de sete jogos sem vitória, e não marcava gol havia cinco. Mas estava credenciado por ter eliminado o São Paulo nos pênaltis, em pleno Morumbi. Ainda assim, a tarefa dos santistas parecia fácil. Quando a bola rolou, porém, a história foi diferente.

O Penapolense fez o que se esperava: fechou-se na defesa, com o objetivo de neutralizar o ímpeto ofensivo santista para, quando a oportunidade aparecesse, contra-atacar. Um script bem conhecido em confrontos entre grandes e pequenos. E o time de Penápolis até que estava conseguindo o que queria. Aos 21 minutos, porém, o Santos trocou as tentativas de penetração pelo chute de fora da área.

Deu certo: Cícero mandou a bomba, a bola desviou em Rodnei e entrou: Santos 1 a 0. A rotina se estabelecia, mas então David Braz apareceu, para sorte do Penapolense. Primeiro, agarrou escandalosamente Gualberto na área. Pênalti que Guaru cobrou e empatou. Depois, num chutão para frente na zaga do Penapolense, bateu cabeça com Aranha numa bola que deveria despachar (e, justiça seja feita, o goleiro não tinha nada que sair até a entrada de sua área), permitiu a Douglas roubá-la e, sozinho, virar o jogo.

Tudo isso em apenas oito minutos. O problema é que, tendo terminado a primeira etapa em vantagem, o Penapolense não resistiu à tentação e no segundo tempo cometeu um erro mais do que manjado no futebol: recuou ainda mais. Com isso, deu espaço para o Santos pressionar, martelar. Os santistas também passaram a jogar mais pelas beiradas do campo. Foi aí que surgiu a visão, e a sorte, de Oswaldo de Oliveira.

MÃOS DO TREINADOR

Ele percebeu que Gabriel não rendia e o substituiu por Rildo, que entrou bem aberto pela esquerda. No primeiro lance, Rildo colocou a bola na cabeça de Leandro Damião: 2 a 2, aos 15 minutos. Havia muito tempo para o Penapolense tentar segurar o empate - e para o Santos virar. Mas Damião perdeu chances incríveis. Oswaldo percebeu a afobação. E o trocou por Stefano Yuri.

Na sua primeira jogada, o garoto formado na Vila completou uma bela triangulação e virou o jogo: 3 a 2, aos 41 minutos. Quando um jogador que entra é decisivo em sua primeira jogada, como ocorreu duas vezes ontem, pode-se dizer que contou com a sorte. Mas quando o treinador o coloca em campo por perceber ser a melhor alternativa, mostra a competência de dele se espera. Neste domingo, Oswaldo fez isso. E foi decisivo para colocar o Santos na final.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 X 2 PENAPOLENSE

SANTOS - Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Arouca, Cícero e Gabriel (Rildo); Geuvânio (Alison), Leandro Damião (Stéfano Yuri) e Thiago Ribeiro. Técnico - Oswaldo de Oliveira.

PENAPOLENSE - Samuel; Rodnei, Jaílton, Guadalberto e Rodrigo Biro; Liel (Lucas), Petros (Rafael Ratão), Washington e Guaru; Alexandro (Neto) e Douglas Tanque. Técnico - Narciso.

GOLS - Cícero, aos 21, Guaru, de pênalti, aos 26, e Douglas Tanque, aos 35 minutos do primeiro tempo; Leandro Damião, aos 15, e Stéfano Yuri, aos 41 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Marcelo Rogério.

CARTÕES AMARELOS - Cicinho, David Braz, Mena, Geuvânio, Rodrigo Biro e Guaru.

RENDA - R$ 353.892.

PÚBLICO - 12.409 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

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