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Oswaldo de Oliveira rebate Loco Abreu: 'Ninguém o queria de volta'

Técnico do Botafogo afirma que atacante se recusava a jogar em certas partidas

O Estado de S. Paulo,

23 de janeiro de 2013 | 15h29

RIO - O técnico Oswaldo de Oliveira não poupou críticas a Loco Abreu, nesta quarta-feira, no Botafogo, depois de o atacante uruguaio ter reclamado da postura adotada pelo comandante em relação a ele enquanto ainda defendia a equipe carioca. O treinador negou que tenha pedido para o atleta ser emprestado, no meio do ano passado, ao Figueirense, mas admitiu que foi contra o retorno do jogador ao clube de General Severiano.

Após o fim de sua passagem pelo Figueirense, Loco Abreu acabou acertando a sua transferência para o Nacional, do Uruguai, onde disse, em entrevista ao canal Sportv, que Oswaldo "não queria sua presença" no Botafogo. Além disso, o atacante acusou o comandante de ser "contraditório" ao dizer que não precisava de um centroavante de área como ele e depois aprovar a contratação de um jogador com essas mesmas características.

"Quando tomei a decisão de sair, porque ele falava que não ia precisar de um centroavante constantemente, nós ganhamos uma taça, e eu fui o segundo artilheiro da competição", lembrou o uruguaio, se referindo à conquista da Taça Rio de 2011, quando foi o maior goleador da equipe botafoguense ao balançar as redes 11 vezes.

Ao rebater a entrevista de Loco Abreu, Oswaldo acusou o uruguaio de não querer atuar em partidas longe do Rio e ainda o deixou de fora da galeria de grandes ídolos do Botafogo. "Ele não me dizia que não queria ficar, só depois fui saber que ele estava negociando a saída. Da última vez que conversei, foi no jogo contra o Inter. Ia ficar na reserva e não quis viajar. Aliás, só jogava no Rio. Não viajou para Paraíba, Campinas, Campos, Macaé... Eu não quis que ele voltasse. Se bate no peito e diz que é botafoguense, não pode se recusar a entrar em campo quando o time precisa", atacou o comandante.

Antes disso, Oswaldo ainda garantiu que o próprio elenco do Botafogo era contra a volta do jogador, que tinha vínculo por mais um ano com o clube, mas optou por rescindir o contrato para poder jogar pelo Nacional. "Não quis que ele saísse, mas fui contra a volta dele pra cá. Não fui sozinho, foi unânime. Eu, a comissão e os jogadores não o consideramos em condições de nos ajudar", completou.

Já ao comentar o fato de Loco Abreu ter se tornado ídolo do Botafogo, Oswaldo admitiu incômodo com o assunto e fez questão de deixar claro que não o vê entre os maiores da história do clube. "Se explora a sensibilidade da torcida, da equipe, quero pedir a vocês que não voltem mais a falar disso. Reconheço idolatria no Túlio, no Gottardo, Garrincha... Acho um assunto constrangedor porque não reconheço idolatria (no Loco Abreu), mas sei que a torcida gosta dele. Herrera, sim, eu lamento muito ter saído", admitiu.

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