Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Oswaldo de Oliveira se diz extremamente decepcionado com demissão

Técnico se manifesta pela primeira vez após sua saída do Corinthians

O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2016 | 16h13

Oswaldo de Oliveira falou pela primeira vez após ser demitido pelo Corinthians e criticou duramente o clube. Para ele, sua saída não foi correta. "O presidente do Corinthians tem todo o direito de tomar as decisões que ele entender as melhores, mas me reservo o direito de contestá-las. Por isso, quero deixar claro meu descontentamento e extrema decepção com minha saída do Corinthians", disse.

O treinador foi demitido na quinta-feira, um dia após se reunir com o presidente Roberto de Andrade, com o diretor de futebol Flavio Adauto e o gerente de futebol Alessandro Nunes. Bastante magoado, Oswaldo ainda criticou a postura dos dirigentes nas conversas que culminaram sua saída.

"Quando o presidente Roberto de Andrade me ligou enquanto eu ainda era técnico do Sport, a insistência dele era para que eu assumisse o clube imediatamente, porque ele precisava do meu trabalho para começar logo o planejamento para 2017... Assim, da mesma forma que o presidente admite que errou ao me contratar, quero dizer que cometi também um grande equívoco de avaliação ao acreditar no que ele me disse sobre haver um planejamento para 2017."

Confira a nota de Oswaldo de Oliveira na íntegra:

Passado um dia do anúncio da minha saída do Corinthians, resolvi me manifestar a respeito do assunto.

O presidente do Corinthians tem todo o direito de tomar as decisões que ele entender as melhores, mas me reservo o direito de contestá-las. Por isso, quero deixar claro meu descontentamento e extrema decepção com minha saída do Corinthians.

Quando o presidente Roberto de Andrade me ligou enquanto eu ainda era técnico do Sport, a insistência dele era para que eu assumisse o clube imediatamente, porque ele precisava do meu trabalho para começar logo o planejamento para 2017. Chegamos a conversar sobre a possibilidade de iniciarmos apenas no ano que vem, mas ele sempre fez valer que a urgência era fundamental.

Assim, da mesma forma que o presidente admite que errou ao me contratar, quero dizer que cometi também um grande equívoco de avaliação ao acreditar no que ele me disse sobre haver um planejamento para 2017.

É preciso que as pessoas não se esqueçam do contexto envolvendo o Corinthians em 2016. Houve troca de comando técnico, na comissão técnica e saída de jogadores importantes. Tudo isso contribuiu muito para este período de transição que o clube vive hoje. Assumo minha parcela de responsabilidade no processo, mas será que trocar o treinador que estava cuidando do planejamento para o ano que vem resolve todos esses problemas? O problema era só esse?

Com empenho e compromisso, trabalhei dia e noite durante esses dois meses visando a conquista de uma vaga na Libertadores de 2017, assim como na montagem do elenco para a próxima temporada. Estávamos trabalhando duro para montar um time forte e vencedor, como é o perfil do Corinthians. Não merecia um desfecho dessa maneira. Eu era um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair do CT. E eu me orgulho disso. Mais do que minha obrigação profissional, era um prazer trabalhar no e para o Corinthians. Não sou uma pessoa que sento em cima de glórias do passado, mas acho que a história que o Corinthians e eu construímos juntos não merecia um desfecho dessa maneira.

Por tudo isso descrito acima e por minha convicção em que o trabalho seguiria e seria melhor em 2017 que lamento profundamente a interrupção desse compromisso.

A todos corinthianos, fica aqui meu respeito.

Um abraço,

Oswaldo de Oliveira

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