Oswaldo e Corinthians acertam volta

Entre Corinthians e Oswaldo de Oliveira já está tudo certo. O anúncio do novo treinador só não foi feito ainda porque um dos integrantes de sua comissão técnica no Fluminense - e que deve acompanhá-lo na mudança de clube - quer um apartamento como luvas. O pedido foi negado pela diretoria corintiana. A idéia dos cartolas é fazer a apresentação oficial na quarta ou quinta-feira. Isso só não vai ocorrer se o clube carioca cobrir a oferta paulista. "Duvido que isso aconteça", afirmou uma pessoa ligada ao conselho do Parque São Jorge.Com a demissão de Vanderlei Luxemburgo, anunciada nesta quarta-feira pelo vice-presidente de Futebol do Corinthians, Antônio Roque Citadini, as portas do clube foram abertas para Oliveira. Além de ser admirado e querido por jogadores e funcionários, Oswaldinho, como é carinhosamente chamado, conta também com a admiração do cartola. Logo em seus primeiros dias no cargo, Citadini disse que, se estivesse no clube na época em que Oliveira foi demitido, a história seria outra. A idéia do Corinthians é assinar um contrato de dois anos. Mas a hipótese de aumentar o tempo - Oliveira quer três anos - é admitida.As sondagens sobre o novo treinador começaram logo que o Fluminense foi eliminado das semifinais do Campeonato Brasileiro pelo Atlético-PR. No mesmo dia, foi decidido que Luxemburgo seria demitido. No entanto, Oliveira só admitia aprofundar as conversas quando a saída de seu antecessor fosse oficializada. Seu desejo foi atendido nesta quarta-feira. O auxiliar-técnico Edson Cegonha e o preparador-físico Fábio Mahseredjian são nomes certos em sua lista de ?acompanhantes?.Marcelinho - Sobre o meia Marcelinho, Citadini foi superficial. Com a saída de Luxemburgo, desafeto declarado do jogador, sua volta é vista como praticamente certa para 2002. "No caso do Marcelinho acontece o seguinte. O Corinthians tem um processo contra ele e ele tem um processo contra o Corinthians. Só isso", disse o vice corintiano.Economia - Para a diretoria, o acerto com Oliveira é um autêntico ?2 em 1?. Além de ter no comando da equipe uma pessoa com prestígio em todos os setores do clube, vai representar uma economia de, aproximadamente, 40% nos vencimentos da comissão técnica. Na época de Luxemburgo, gastava-se R$ 480 mil/mês. Só o ex-técnico recebia R$ 180 mil. A intenção, agora, é reduzir esse valor para R$ 300 mil. (Colaborou Eduardo Maluf)

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