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Oswaldo é demitido pelo telefone

A mansão em um dos condomínios mais luxuosos do Rio, o Santa Mônica, na Barra da Tijuca, zona oeste, local preferido pelos cariocas emergentes (novos ricos) foi onde se refugiou o ex-técnico do Corinthians Oswaldo de Oliveira, que soube de sua demissão pelo telefone. Nesta segunda-feira, a Agência Estado localizou o treinador em sua residência mas, a seu pedido, seguranças impediram a entrada da reportagem.Durante todo o dia, uma mulher, que se identificou como empregada do técnico, insistiu em afirmar, por telefone, que Oswaldo não estava em casa. Mas, os seguranças do condomínio revelaram o contrário, irritando a ?doméstica?. "Olha, vocês não têm permissão para entrar. Ele (Oswaldo) não vai falar. Não quer falar. E, se quiser informações, ligue para o Corinthians", respondeu irritada, por telefone, a voz feminina, ao saber da presença da reportagem no condomínio, admitindo que o técnico estava na mansão. Justiça - Enquanto o ex-técnico do Corinthians optou pela omissão, o presidente interino do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo César Salomão, foi claro ao afirmar que está esperando a apresentação da súmula do juiz Márcio Rezende de Freitas (SC) para tomar uma providência. O magistrado classificou o tumulto no Pacaembu de "cenas lamentáveis", durante a derrota da equipe paulista, por 5 a 0, para o Atlético-PR, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. "Estou esperando a súmula e também vou requisitar as imagens da partida para sabermos se tomaremos providências", afirmou Salomão. A procuradoria do STJD pode denunciar o Corinthians nos artigos nº 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena para a primeira infração, deixar de manter o local que tenha indicado para a partida com infra-estrutura necessária e assegurar plena garantia e segurança para a sua realização, é de interdição do estádio, até que satisfaça todas as exigências, além de multa entre R$ 5 mil e R$ 50 mil. Já a segunda irregularidade, deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desporto, é de perda de mando de campo, de uma a três partidas, além de multa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.

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