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Oswaldo e Rincón arranham suas histórias

Se algum dia Oswaldo de Oliveira e Freddy Rincón decidirem expor em livro suas respectivas biografias, um capítulo em comum terão dificuldade para evitar: o arrependimento por voltarem ao Corinthians. Em pouco mais de quatro anos, deixaram de ser lembrados como protagonistas da mais importante conquista do clube, o Mundial de Clubes da Fifa, em janeiro de 2000, e se transformaram em alvos de protestos da torcida e questionamentos dos dirigentes. Oswaldo era o comandante daquele time recheado de estrelas. Rincón, o imponente capitão, eternizado por suas imagens levantando a inédita taça. Porém, como diz o velho ditado, "o mundo dá voltas". E, infelizmente, não necessariamente para o lado positivo. O título mundial mudou a vida de todos que dele participaram, especialmente do técnico e do capitão. Desde 2000, Oswaldo já trabalhou em diversos clubes, sempre com o moral, a "etiqueta" de campeão mundial. Até para a seleção brasileira foi cogitado na época em que comandava o São Paulo. Do outro lado, mesmo aposentado e sem jogar havia dois anos e meio, Rincón despertava suspiros dos torcedores a cada citação de seu nome. Hoje a realidade é sinistra. Oswaldo e Rincón sintetizam com infeliz precisão como é possível passar da condição de herói na história do clube para a de vilão. E em curto período. O volante, de 37 anos, chegou em janeiro e precisou de pouco mais de quatro meses para passar a ouvir das arquibancadas o coro de "vovô gagá!" . O treinador foi além. Em 50 dias à frente de um time cambaleante e desacreditado, já perdeu o prestígio que carregava nos últimos quatro anos, ou seja, desde a conquista do Mundial, e entrou em verdadeiro processo de fritura no Parque São Jorge. Como se não bastasse, os dois também não se entendem mais dentro do grupo. A relação sofreu o primeiro abalo há cerca de um mês, quando o colombiano e outros atletas experientes do grupo, tentaram convencer Oswaldo a mudar a armação do time. Não foram atendidos. E ontem, no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, o jogador foi substituído e deixou o campo xingando o técnico. Já há quem diga que Rincón deve amargar o banco de reservas logo, logo. Os dois vão se reencontrar amanhã e o clima deve ser tenso. Evidências - O resultado da pressão sobre o dois tem ficado mais claro a cada dia. Rincón perdeu a esportiva e a paciência e se notabilizou nas últimas semanas por bater boca com jornalistas no intervalo das partidas. Mesmo na folga, não consegue se conter. "Vai chegar um dia em que vou aparecer num desses programas de tevê de surpresa para ver se certos comentaristas que já foram jogadores de futebol terão coragem de dizer certas coisas na minha frente", afirmou hoje.

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