Montagem/Estadão
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Oswaldo 'pediu o boné' no São Paulo e Muricy foi mal no Palmeiras

Técnicos que se enfrentam nesta quarta-feira fracassaram nos rivais

Ciro Campos e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2015 | 14h48

No clássico desta quarta-feira, os técnicosMuricy Ramalho, do São Paulo, e Oswaldo de Oliveira, do Palmeiras,já estiveram exatamente nos lugares opostos, defendendo as coresrivais. O desempenho dos dois, no entanto, não trouxe grandesresultados.

Muricy não conseguiu repetir no Palmeiras osucesso que havia tido no São Paulo no qual havia sido tricampeãonacional em sua primeira passagem. Uma goleada sofrida dentro de casaem fevereiro de 2010 para o São Caetano, pelo Campeonato Paulista,sacramentou a queda do técnico. Após reuniões de dirigentes econselheiros com o então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, ficouacertada a saída do treinador.

Muricy assumiu o comando doAlviverde depois de uma vitória por 3 a 0 sobre oCorinthians,substituindo o ainda interino Jorginho. Era 2009. Passou quase trêsmeses na liderança do Campeonato Brasileiro. Na fase decisiva dacompetição, a equipe caiu de rendimento. Muricy perdeu jogadoresque formavam a espinha dorsal da equipe, como o zagueiro MaurícioRamos, o meia Cleiton Xavier e o volante Pierre, para o departamentomédico.

O time que chegou a liderar a competição com atécinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado acabou de mãosabanando. Sem título e sem vaga na Taça Libertadores de 2010. SemVagner Love, que foi para o Flamengo depois de se envolver em umaconfusão com três torcedores. Sem Obina e Maurício, que brigaramno intervalo da derrota para o Grêmio e acabaram sendo desligados doclube. Crises que Muricy acabou superando com muito esforço, apoiadosempre pelo presidente Belluzzo, mesmo quando membros da diretoriapediam a sua cabeça, no fim da temporada passada.

Garantido no comando para 2010, Muricy pediureforços para não sofrer com a falta de opções. Dos seusindicados, vieram os volantes Edinho e Márcio Araújo, o zagueiroLéo e o meia Lincoln. Mas o time não conseguiu engrenar. A derrotapara o São Caetano encerrou seu conturbado ciclo no Palestra Itália.Em meio ano no clube, ele conquistou 50 dos 102 pontos disputados:foram 13 vitórias, 11 empates e dez derrotas.

Oswaldo se tornou técnico do São Paulo em 2002.Embora tenha feito a melhor campanha do Brasileirão daquele ano aolongo da temporada regular, terminando como líder isolado, Oswaldode Oliveira viu sua equipe cair para o Santos, que havia seclassificado na oitava posição, no primeiro duelo de mata-mata dotorneio. Assim como no ano anterior, o algoz do técnico terminariacomo campeão nacional.

Os resultados, no entanto, não os principaisfatores de sua queda. Em meio às críticas públicas de integrantesda diretoria são-paulina, Oswaldo não aceitou a interferência doentão presidente Marcelo Portugal Gouvêa.Em um sábado, o cartolaordenou que o zagueiro Lugano, contratado sem a anuência dotreinador, se concentrasse para enfrentar o Figueirense, no diaseguinte. Oswaldo não aceitou e "pediu o boné". Anosdepois, o uruguaio se tornaria um dos maiores ídolos da história doclube.

Questionado sobre a relação com o técnico doSão Paulo, Oswaldo lembrou que conviveu mais de perto com o rivaldesta quarta-feira no ano passado, e que passou a gostar ainda maisdele, um conhecido de longa data. “Gosto muito desse cara. Primeiroporque vi o Muricy jogar e acho legal quando ele fala que jogavamais. E ele jogava muito. No ano passado, tive o prazer de convivercom ele e o Tite mais de perto. Fizemos uma campanha publicitária,convivemos diariamente. Isso aumentou a minha admiração por ele.Tenho maior orgulho de entrar dirigindo o Palmeiras contra o SãoPaulo do Muricy”, afirmou o técnico palmeirense.  

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