Oswaldo: pressão para ganhar títulos

Oswaldo de Oliveira, de 51 anos, nem bem chegou ao São Paulo e já foi pressionado pela própria diretoria a conquistar títulos. No momento de sua apresentação, hoje, no CT da Barra Funda, o presidente Marcelo Portugal Gouvêa afirmou que o time tem participado bem dos campeonatos, mas que a partir de agora precisa voltar a ser campeão. "O Oswaldo sabe da responsabilidade que tem", limitou-se a dizer. O treinador entendeu o recado, mas, com seu jeito tranqüilo e pacífico, fez questão de ressaltar que não vai prometer títulos à torcida. "Não prometo nada, vamos trabalhar bucando o melhor." O treinador preferiu não falar quais jogadores serão afastados para que não sejam desvalorizados, mas o diretor de Futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, deixou claro que haverá grandes mudanças após o Supercampeonato Paulista. "Faremos uma boa reformulação." Pelo menos 10 atletas serão liberadores para procurar clube. Souza, Adriano, Dill e Wilson fazem parte da lista de dispensa. Para exigir títulos de Oswaldo, a diretoria sabe que o time precisará ser reforçado. E Barros e Silva promete que vai contratar bons jogadores para o segundo semestre. "Vamos buscar uns dois jogadores consagrados." Como o time foi derrotado pelo rival Corinthians nas fases decisivas da Copa do Brasil e do Rio-São Paulo, a vitória no Supercampeonato Paulista tornou-se questão de honra na visão dos dirigentes. Pior para o treinador, que, sem nem bem conhecer seus atletas, terá de armar uma equipe para vencer. No domingo, o São Paulo enfrenta o Palmeiras. Oswaldo conseguiu o que queria em sua chegada ao São Paulo. Trouxe todos os "homens de confiança" e montou uma supercomissão técnica. Com ele, foram contratados o auxiliar Waldemar de Oliveira, seu irmão e assistente nos tempos de Fluminense, o preparador físico Fábio Mahseredjian e outro auxiliar, Edson Cegonha. Waldemar terá a função de acompanhar o trabalho nas categorias de base e indicar jogadores. Será uma espécie de olheiro. Chegou, também, o médico Marco Aurélio Cunha, supervisor, que trabalhou no clube na década passada. E Raí será o ?manager? - fará o papel de elo de ligação entre o futebol amador e o profissional. Oswaldo, que assinou contrato por 13 meses, receberá cerca de R$ 100 mil mensais, o mesmo que Raí deverá ganhar. A atual comissão técnica representará custo superior em relação à equipe de trabalho anterior em cerca de 30%. Os novos dirigentes adotaram estratégia diferente da diretoria passada. Mostram menos preocupação com a contenção de gastos. Oswaldo disse estar feliz por retornar ao futebol paulista. "Estou mais experiente e tranqüilo do que há dois anos, quando dirigi o Corinthians." E, numa situação pouco comum, foi recepcionado até pelo presidente da Torcida Uniformizada Independente, André Amorosino, que esteve no CT e lhe ofereceu um boné.

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