Oswaldo prevê evolução no Santos

O técnico Oswaldo de Oliveira demonstrou satisfação nos vestiários do Moisés Lucarelli após a vitória sobre a Ponte Preta, por 2 a 1, neste domingo, a segunda no Campeonato Paulista. O treinador acha que o time "manteve o padrão de jogo" e que deve subir de produção com uma melhora no condicionamento físico dos jogadores. Mas ele evita o entusiasmo, garantindo que o time não terá sua cara "porque o Santos tem a sua própria identidade".Para o técnico, o clube mantém um projeto de trabalho há vários anos e, por isso, conquistou vários títulos como o bicampeonato brasileiro e a Conmebol. "Além disso, tem um belo trabalho de base, onde a mescla com jogadores experientes tem dado bons resultados".Sobre o jogo ele considerou a vitória justa e não aceitou passivamente as reclamações dos ponte-pretanos sobre a má arbitragem. Ele aceitou a marcação do pênalti contra seu time, num lance "equivocado do Domingos, que deveria ter se apoiado no corpo do adversário", mas lembrou que o juiz não anotou um pênalti num lance em que Galeano ajeitou a bola com o braço, ainda no primeiro tempo. Não comentou, porém, os dois lances cruciais reclamados pelos adversários: a falta inexistente no primeiro gol, marcado por Robinho, com tiro livre na grande área, e a mão na bola de Ávalos no final do jogo.Oliveira acha que nestas duas rodadas o Santos passou por duas situações distintas. Na Vila Belmiro, a goleada sobre a Portuguesa, por 5 a 1, aconteceu sob um temporal, enquanto em Campinas os jogadores enfrentaram forte calor. "Tivemos que dosar as energias. Mas estes tipos de desgastes vão se acumulando e são muito prejudiciais já neste início de temporada. O time lidou muito bem com isso, mas pode sentir o esforço mais para frente", disse.Improviso - Oswaldo de Oliveira defendeu a improvisação de Zé Elias na lateral-esquerda no lugar de Léo. Segundo ele, Zé Elias ainda está se adaptando ao futebol brasileiro depois de passar vários anos no exterior. "Ele atuou às vezes como volante e às vezes como zagueiro. Assim, liberamos o Flávio, do lado direito, para atacar". O eventual aproveitamento do garoto Giba na lateral está descartada, uma vez que "ele vai entrar em doses homeopáticas, em situações de emergência".O meia Ricardinho, apesar de estar feliz com o resultado, cobrou mais capricho nas finalizações para os próximos jogos: "Poderíamos ter feito um placar maior. Mas alcançamos o objetivo. A Ponte tem uma grande equipe, que é sempre difícil de ser batida em Campinas", disse.O atacante Robinho saiu satisfeito com o resultado. "O importante é que conquistamos o que queríamos. Vencemos e estamos na briga", comentou. Ao contrário dos jogadores da Ponte que saíram na bronca com arbitragem, os jogadores do Santos procuraram não falar muito sobre a atuação de Cléber Wellington Abade. "Eu não gosto de falar sobre arbitragem. Hoje é eles reclamando, amanhã pode ser a gente, o importante é que saímos com a vitória", falou Zé Elias, que atuou improvisado na lateral-esquerda no lugar de Léo, machucado, e acha que se saiu bem. "Fiz o que o técnico pediu, priorizando a marcação. Não encontrei dificuldades", concluiu.O terceiro jogo do Santos também será fora de casa diante do Mogi Mirim, quinta-feira. A delegação vai ficar treinando em Atibaia. Até lá, Oswaldo de Oliveira vai aguardar pelas liberações do lateral Léo e do atacante Basílio, ambos entregues aos cuidados do departamento médico.

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