Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

Oswaldo quer lançar Gabriel Jesus 'na hora certa' no Palmeiras

Técnico não se deixa levar por pressão para colocar o garoto em campo e diz que precisa tomar cuidado para não queimar etapas

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 13h09

Poucos jogadores criaram tanta expectativa no torcedor do Palmeiras quanto Gabriel Jesus. O garoto de 17 anos aparece como uma das maiores revelações do clube dos últimos anos e, por isso, vê-lo em campo se tornou uma obsessão dos torcedores e um desafio para o técnico Oswaldo de Oliveira, que praticamente em todas as entrevistas é obrigado a falar do jovem. Mesmo com a cobrança da torcida, o treinador garante não ter pressa para colocar a promessa em campo.

"Isso é algo involuntário. A gente tem que sentir o momento para ele ser lançado e estamos observando-o. É um compromisso da comissão técnica e no momento certo espero ter a sensibilidade de lançá-lo. Quem tem que medir a hora dele sou eu. Sei que existe a ansiedade, mas a responsabilidade é minha. Não adianta fazer nada de forma apressada", disse o treinador.

Gabriel Jesus sequer iria ser relacionado para o Campeonato Paulista. Diversas vezes, Oswaldo disse que não teria espaço entre os 28 inscritos para o garoto. O fato de não poder inscrever o meia Cleiton Xavier, por questões burocráticas, fez com que uma vaga aparecesse para o atacante de 17 anos. "Tive um momento triste e depois de alegria. Quando fiz as contas, vi que não teria espaço para o Gabriel. Quando teve a possibilidade, perdemos o Cleiton e isso beneficiou o garoto", explicou o comandante palmeirense.

Durante os treinamentos, Gabriel Jesus tem sido um dos destaques e marcado muitos gols. Até seu concorrente de posição e atual titular, Cristaldo, encheu a bola do garoto. "A briga pela posição é boa. Tem eu, o Leandro Pereira e o garoto Gabriel Jesus. Ele é fantástico", resumiu o argentino.

Oswaldo também se empolga quando vê o garoto jogar, mas sempre ressalta a necessidade de não queimar etapas. "Temos que esperar a hora certa. Tenho 40 anos de experiência no futebol. Trabalhei 11 anos no Catar e atuando no mesmo clube. Vi jogador começar, parar e virar meu auxiliar. Com essa experiência, aprendi a conhecer o momento do bom jogador. De qualquer maneira, isso é algo que vou procurar respeitar, em que pese a manifestação da torcida", avisou.

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