Otimista, Equador fala grosso e sonha até mesmo com título

Duas vitórias consecutivas, cinco gols a favor, nenhum contra e a classificação inédita para as oitavas-de-final da Copa do Mundo fizeram a seleção do Equador sonhar mais alto que os 2.850 metros de Quito. ?Até onde podemos chegar? Ao título!?, responde, com um largo sorriso, o volante Alejandro Castillo, em Bad Kissingen, local da concentração da equipe na Alemanha.?Um dia antes da Copa começar você pensaria em me perguntar se nós teríamos condições de enfrentar a Alemanha em condições iguais??, perguntou à reportagem do Portal Estadão o atacante Valencia, de 21 anos. ?Só nós acreditávamos nisso. Temos uma boa equipe, experiente e com jovens talentos. Podemos enfrentar qualquer um.?O otimismo do técnico Luís Fernando Suárez não é menor do que de seus jogadores e até coloca uma pitada política para incentivá-los ainda mais. ?Ganhamos dois, mas para ser campeão precisamos de sete vitórias. Com o título, voltaremos para casa e poderemos festejar com nosso povo, que sofre com muitas dificuldades e merece algo para se orgulhar.?Suárez disse que a evolução do futebol equatoriano se deu após uma reformulação do elenco, quando jogadores importantes, mas veteranos, como o meia Alex Aguinaga, deixaram a seleção. ?A renovação é importante. Temos um trabalho com as equipes de base e tenho certeza de que manteremos um bom nível nos próximos anos.?O treinador afirmou que as vitórias sobre Costa Rica e Polônia foram decisivas para comprovar que a equipe não depende da altitude de Quito para conquistar bons resultados. O atacante Carlos Tenório concordou. ?Já provamos que temos equilíbrio e competência para jogarmos em qualquer lugar. E vamos continuar provando.?Sem escolhaAguinaga, que foi meia da seleção equatoriana por 18 anos e aposentado do futebol desde dezembro, está com 38 anos e se sente orgulhoso por ter participado da formação deste time. ?O grupo está unido, forte e a mescla de juventude e experiência tornou este time competitivo?, afirmou o ex-jogador, que não tem preferência para o adversário da próxima fase - pode ser Inglaterra, Suécia ou, na hipótese mais improvável, Trinidad e Tobago.?Vão estar classificadas as 16 melhores equipes do mundo. Não há o que escolher. Nem penso em analisar quem pode vir. Estamos nas oitavas e isso é o que importa?, disse. ?Estaremos prontos para enfrentar o que aparecer pela frente?, afirma o ex-camisa 10, atualmente comentarista de uma televisão equatoriana.

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