Daniel Roland/AFP Photo
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Özil diz que precisará 'de um pouco de tempo' para se recuperar de fiasco alemão

Atual campeã da Copa do Mundo, a Alemanha sequer passou da fase de grupos e terminou na última posição somando apenas três pontos

Estadão Conteúdo

30 Junho 2018 | 08h34

Depois de a Alemanha ser eliminada de maneira vexatória da Copa do Mundo da Rússia, o que foi concretizado na última quarta-feira com uma derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul, em Kazan, os jogadores da equipe comandada pelo técnico Joachim Löw ainda sofrem com o fracasso amargado já na primeira fase da competição.

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O meio-campista Mesut Özil, que não deu entrevista após o fiasco, resolveu se manifestar na noite de sexta-feira para comentar a decepção amargada pelos atuais campeões mundiais. Por meio de uma publicação nas redes sociais, o jogador do Arsenal, da Inglaterra, admitiu que está muito abalado.

"Ter de deixar a Copa do Mundo depois da fase de grupos dói muito. Não fomos suficientemente bons", reconheceu o atleta, por meio de sua página no Twitter, na qual em seguida destacou: "Vou precisar de um pouco de tempo para me recuperar disto". Ele ainda terminou a sua publicação com a hashtag #SayNoToRacism (diga não ao racismo).

A seleção alemã se despediu do Mundial com apenas três pontos somados em seu grupo, depois de ter estreado com uma derrota por 1 a 0 para o México e conquistado na sequência um sofrido triunfo de virada sobre a Suécia, por 2 a 1, quando já estava com um homem a menos em campo após a expulsão do zagueiro Jerome Boateng. A vitória heroica parecia que faria a Alemanha engrenar na competição, mas a equipe acabou sendo surpreendida pelos sul-coreanos e deu adeus à Rússia de forma precoce.

 

E, antes mesmo de estrear na Copa, Özil e o também meio-campista Ilkay Gundogan, ambos de ascendência turca, foram alvos de críticas em solo alemão por manifestaram apoio ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com fotos publicadas em maio.

Ambos os atletas nascidos na Alemanha posaram junto ao chefe de Estado turco com camisas de seus clubes e presentearam o mesmo com os uniformes. E o uniforme dado por Gundogan, que é atleta do Manchester City, tinha uma dedicatória especial: "A meu respeitado presidente". A atitude rendeu vaias ao jogador no último amistoso da equipe nacional antes da Copa, disputado em Leverkusen, que terminou com vitória alemã por 2 a 1 sobre a Arábia Saudita.

Erdogan é acusado de adotar práticas autoritárias, violentas e contrárias à liberdade de imprensa. Vários jornalistas já foram presos durante a gestão dele, iniciada em setembro de 2014. Boateng, Sami Khedira, Antonio Rüdiger e Mario Gómez são outros jogadores da seleção alemã que têm raízes diretas ou familiares em outros países.

 

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