Heuler Andrey/AFP
Heuler Andrey/AFP

Pablo vê título como coroação de trajetória no Atlético-PR: 'Indescritível'

Atacante marcou o gol do time no tempo normal diante do Junior Barranquilla

Estadão Conteúdo

13 Dezembro 2018 | 01h37

Um dos protagonistas da temporada 2018 do Atlético-PR, o atacante Pablo voltou a brilhar na final da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada. Assim como aconteceu no jogo de ida, ele balançou as redes na partida da volta. E se tornou um dos artilheiros da competição. Ao fim da decisão, ele vibrou com a conquista e disse que encara o feito como uma coroação de sua trajetória de 12 anos no clube. 

"É uma sensação indescritível, uma felicidade enorme. Eu tenho 12 anos de casa. Eu precisava disso, da conquista, o clube me ajudou e eu ajudei o clube", afirmou o jogador, artilheiro da equipe na temporada e principal goleador da Arena da Baixada desde a reforma para a Copa do Mundo de 2014. Já são 24 gols. 

Somente nesta Sul-Americana, foram cinco gols, que o deixaram na artilharia, dividida com o colombiano Nicolás Benedetti, do Deportivo Cali. E, por pouco, Pablo não ficou de fora das duas partidas da final. Ele se recuperou recentemente de uma lesão.  

"Todo mundo sabe que fiz de tudo para jogar estes dois jogos. Só o pessoal que está no dia a dia, me ajudando sabe o que a gente passa. O departamento médico está de parabéns. Me colocaram para jogar e estou muito feliz com este título que está na história do clube. Temi não jogar, sim, mas eu tenho uma família que me dá total suporte, amigos que me apoiam muito."

A boa performance ao longo de 2018 gerou atenção por parte dos demais clubes do País. Pablo estaria no alvo do Flamengo para a próxima temporada. Mesmo ainda tendo contrato, o atacante afirmou nesta quarta que ainda vai conversar com a diretoria atleticana sobre o seu futuro. "Tenho contrato até 2021. A gente vai sentar e conversar, eu amo este clube", ponderou.

Outro destaque da final foi Raphael Veiga, que converteu um dos pênaltis nas cobranças ao fim do jogo. "Foi treinamento, tem que ser frio e ter responsabilidade. Treinamos bem e está todo mundo de parabéns", disse o jogador, que vai deixar o clube paranaense. "Vou voltar para o Palmeiras. Fiz o melhor que podia aqui e consegui sair daqui por cima." 

Na celebração do título, o lateral Jonathan fez questão de lembrar dos jogadores que não puderam estar em campo nesta noite e também o técnico Fernando Diniz, substituído por Tiago Nunes em junho.

"Muitos jogadores que não estão aqui também fizeram parte desta conquista, como o Bruno Nazário [lesionado] e o Fernando Diniz. Também estão de parabéns. Este título é para a torcida, que não comemora um título tão importante há muitos anos", afirmou.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.