Pacto de sacrifício pela Lusa

O atacante Leandro Amaral está disposto a qualquer sacrifício para levar a Portuguesa de volta à primeira divisão. Até muda de posição se for preciso. Na vitória por 4 a 1 sobre o Santa Cruz, sábado, no Canindé, Leandro jogou no meio-de-campo. ?Acho que deu certo. O time ganhou mais um jogador na criação e conquistamos uma vitória importantíssima?, afirma.Contra o Santa Cruz, Leandro conta que roubou várias bolas no meio-de-campo, lances que deram início a contra-ataques. ?O Giba mandou eu voltar mais, ajudar na marcação e na armação das jogadas. Com isso, eu e o Cléber dividimos a responsabilidade de criar.?A improvisação de Leandro Amaral resolve um problema da Portuguesa, que sempre dependeu muito do futebol do meia Cléber. Quando ele era bem marcado, o rendimento ofensivo do time caía. ?Estávamos conseguindo os resultados, mas nem sempre jogávamos bem. Já contra o Santa Cruz, o time fez uma ótima partida. Todos os gols surgiram após jogadas articuladas?, relembra Leandro Amaral, que tem contrato até abril de 2006.A mudança de posição, assegura o jogador, é passageira. ?Não gostaria de trocar de posição. Um atacante gosta de fazer gols. Fiz isso em toda a minha carreira, não penso em mudar meu estilo. Mas, para a Portuguesa subir, faço qualquer sacrifício. Se o técnico Giba quiser que continue jogando no meio, não tem problema?, diz.Na partida de sábado que vem, contra o Náutico, Leandro Amaral espera que o técnico Giba mantenha o esquema ofensivo da partida anterior, quando o time jogou com dois atacantes (Johnson e Celsinho) e dois meias (Cléber e Leandro Amaral).?Agora, contra o Náutico, em Recife, acho que a Portuguesa tem de entrar para vencer. Tem de pressionar, atacar, sair nos contra-ataques. Não podemos ficar só na defesa?, recomenda o atacante.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2005 | 09h13

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