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Pai de Eduardo Baptista já treinou o Palmeiras. Veja o vídeo

Nelsinho Baptista foi o técnico no início da Era Parmalat, no começo dos anos 1990

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2016 | 07h00

Eduardo Baptista é o segundo membro da família a ser treinador do Palmeiras. Nelsinho, pai do atual treinador, passou pelo clube no início da chamada Era Parmalat, marcada pelo patrocínio da multinacional italiana que ajudou a equipe a formar verdadeiros esquadrões e a dominar o futebol brasileiro no início dos anos 1990. Nelsinho permaneceu no cargo durante mais de um ano, algo raro na época, não conseguiu conquistar o título. Sua passagem ficou marcada por ter barrado quatro jogadores, entre eles o atacante Evair.

Em entrevista exclusiva ao Estado, Nelsinho evita comentar a contratação do filho Eduardo Baptista pelo Palmeiras no lugar de Cuca. "A carreira dele já decolou. Estou evitando falar dele porque agora são coisas diferentes, a minha carreira e a dele", afirmou Nelsinho.

Na tentativa de encerrar o jejum de títulos, o Palmeiras contratou Nelsinho em junho de 1991. Ele já era um técnico consagrado. Em 1990, levou o modesto Novorizontino ao vice-campeonato paulista e comandou o Corinthians na caminhada do primeiro título brasileiro.

Em março de 1992, diante do Botafogo, o Palmeiras perdeu sua terceira partida consecutiva no Campeonato Brasileiro. Antes de enfrentar o Corinthians, que seria o próximo adversário, Nelsinho Baptista decidiu afastar o centroavante Evair, o meia Jorginho, o zagueiro Andrei e o goleiro Ivan. A justificativa oficial foi "deficiência técnica".

Evair permaneceu cinco meses afastado e chegou a ser procurado pelo União São João, mas não acertou a transferência. Em 26 de abril de 1992, o Palmeiras venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no primeiro jogo com as camisas listradas na vertical e a marca Parmalat. O técnico era Nelsinho, que comandava jogadores como Tonhão, César Sampaio e Galeano.

Com a saída de Nelsinho Baptista, confirmada em agosto de 1992, o Palmeiras trouxe Otacílio Gonçalves, que se reuniu com o atleta e promoveu sua reintegração. Nelsinho acumulou 80 jogos (42 vitórias, 18 empates e 20 derrotas), mas saiu sem o sonhado título.

Hoje, Nelsinho Baptista teve uma carreira consolidada no futebol japonês. Em seis anos no Kashima Reysol, conquistou seis títulos. Nos últimos dois anos, dirige o Vissel Kobe. Depois de um período de reestruturação, espera brigar pelo título nesta temporada. "Fizemos a melhor campanha do time e agora temos a chance de brigar por algo mais", disse o treinador. 

Nelsinho considera o futebol japonês entre os três melhores da Ásia, mas afirma que o país ainda tem muito a evoluir no contexto mundial. "Os japoneses evoluíram bastante, mas ainda têm alguns degraus a percorrer em relação à Ásia e à Europa", avalia. 

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